Você não precisa ser Perfeita

do livro “Orientações para as Futuras Mães” (Marta e Willian Sears)

Algumas mulheres nascem perfeccionistas ou adquirem esta qualidade logo na infância. Para elas as coisas têm de ser feitas de determinada maneira, elas dão duro para ser as melhores alunas da classe, para conseguir empregos importantes, para casar com homens importantes, para ter lindas casas.
Outras mulheres tornam-se perfeccionistas quando tem filhos. Amam os filhos, e junto com muitas outras circunstancias, dirigem tudo. Elas querem que seus filhos tenham o melhor, tenham as coisas que elas próprias jamais tiveram, tenham uma mãe que elas desejaram ter tido. Elas se empenham em fazer tudo “direito”, acreditando que assim vão assegurar que os seus filhos tenham saúde e felicidade no futuro.
Elas querem que seus bebês tenham o melhor começo na vida, por isso comem bem durante a gestação. Elas planejam um trabalho de parto perfeito e o nascimento deve acontecer dentro do horário predeterminado. Elas amamentam porque sabem que é o melhor. Elas devoram livros especializados e entram em pânico se a criança não está alcançando o mesmo progresso no desenvolvimento que sua priminha da mesma idade.
Paga-se um preço alto pela perfeição. Você pode estar se encaminhando para a loucura ao tentar ser uma mãe perfeita, mesmo que seja apenas de um bebezinho; observe o barulho que fazem algumas crianças em idade escolar quando estão sozinhas. Mesmo que você siga absolutamente tudo que o livro manda (até mesmo este livro), ainda não haverá garantia de que os pequenos se comportem da maneira que você quer. De fato, a perfeição é prejudicial aos filhos. As crianças perfeitas nunca terão a oportunidade de aprender a aceitar os próprios erros.

A boa nova é você não ter de ser perfeita. Não precisa estar certa o tempo todo. Não tem de se torturar constantemente sobre o que é melhor. Tudo o que você precisa ser é uma mãe boa o suficiente, boa a maior parte do tempo, acima de tudo boa. O que conta é o sentimento que predomina no relacionamento com seu filho, não a contagem de pontos do placar de acertos e erros.

Amamentar, por exemplo. O leite materno é melhor para as crianças e é um afortunado o bebe cuja mãe opta por amamentá-lo. Entretanto, a amamentação não deve ser uma experiência estressante, um caso de vida ou morte. Decida-se por ela apenas por causa de suas vantagens cientificas. Se você se decidir pela amamentação motivada apenas pelas recomendações dos especialistas, logo vai descobrir que a vontade de ser perfeita não é motivação forte o bastante para enfrentar todos os problemas que surgem. Felizmente, a natureza criou algumas salvaguardas. Amamentar é relaxante e agradável para a maioria das mulheres e, ao descobrir isso por si mesma, você pode deixar de lado a atitude “Farei isto por meu filho”. Tudo na amamentação, inclusive as reações do bebê, serão muito mais naturais, boas o suficiente para ajudá-lo a progredir e crescer e manter você feliz e confiante (se isso não acontecer e você sinceramente se sentir muito infeliz amamentando, nesse caso acredito que a mamadeira será melhor, pelo menos seu filho poderá ver um rosto mais feliz na maior parte do tempo. Quem sabe da próxima vez vai ser mais fácil, se é que você vai ter outro filho).

É uma boa idéia comer bem enquanto estiver amamentando, até por causa de sua própria saúde e bem-estar. Porém, não se declare perfeita – uma tarde você não resiste à vontade e faz uma farra, acaba com o estoque de batatas fritas e depois liquida aquele pavê de chocolate cheio de creme. Você está querendo intoxicar seu leite? Não, claro que não. Seu leite ainda assim será nutritivo e maravilhoso para seu filho, mesmo não seguindo a dieta perfeita. Amanhã é outro dia e provavelmente você vai preferir uma salada na hora do almoço.

O choro do seu filho é outra área em que você deve abandonar as idéias de perfeição. Sempre será possível ajudar seu filho a parar de chorar. Ser uma mãe receptiva não significa que tenha de silenciar as emoções negativas de seu filho. Você o acalma e ampara e, na maioria das vezes, isso pára o choro. Se isto não acontecer você continuara confortando seu filho, tentando novas formas de ajudá-lo, mas não se responsabilize por suas dores e sensibilidades. Uma boa mãe sempre vai tentar ajudar o filho quando ele esta chorando, entretanto, mesmo a mãe “perfeita” não pode evitar completamente o choro e se ela tentasse poderia prejudicar o desenvolvimento emocional do bebê.

Também não é preciso ter uma casa perfeita, a menos que você ou seu marido queiram. Sendo confortável, um pouco de desordem pode até ter alguma praticidade; mas quando você está devotando a maior parte do seu tempo a cuidar de seu filho, baixar o padrão de manutenção da casa não é apenas inevitável, é saudável. Se você está usando o pouco de tempo que lhe sobra correndo de um lado para o outro atrás de grãozinhos de pó, lavando vidraças ou trocando as cortinas do banheiro, rapidamente esgotará todas as suas energias. Você se tornará uma pessoa rabugenta, atormentada pelas manchas no espelho, obcecada em manter arrumadas as almofadas do sofá após a última sessão de amamentação. Em breve estará no centro de um conflito sobre como gastar seu tempo: limpar e polir versus cuidar e brincar com seu filho enquanto recarrega suas próprias baterias. Agora, sinceramente, o que você acha mais importante?

Não é que não deva mais limpar; alguma ordem é necessária para manter a higiene. Mantenha o ideal de uma casa perfeita só neste item. Talvez precise encorajar seu marido a baixar seu padrão de exigência ou realizar um grande remanejamento do trabalho, ou as duas coisas juntas. Os dois devem ter em mente que todas as casas deslumbrantes que vêem nas revistas e todos aqueles jardins tão bem cuidados que admiram quando estão a caminho do supermercado provavelmente não pertencem a pessoas que estão tentando o malabarismo de cuidar da casa e de um recém-nascido com a mesma presteza. Tente imaginar o futuro. Um dia, quando seus filhos crescerem e forem embora, poderá ter uma casa perfeita – se ainda quiser uma. Ninguém em seu leito de morte jamais desejou ter gasto mais tempo limpando a casa, e ninguém em seu leito de morte jamais se arrependeu de ter gasto muito tempo com os filhos.

Se suas tendências perfeccionistas estão vindo à tona agora que você se tornou mãe, relaxe e liberte-se. Tenha em mente que está fazendo o melhor que pode dentro das circunstancias do momento e de acordo com os recursos que dispõe. Não caia na armadilha de acreditar que não é boa o suficiente. Se você ama o seu filho e sente que realmente o conhece e compreende, definitivamente você alcançou o sentido da maternidade. Saboreie cada instante da vida do seu filho da forma como ele acontece, em vez de ficar achando que algo mais poderia ser feito. Se, na maior parte do tempo, você está em sintonia com seu filho, então será da mãe que ele necessita – de longe a melhor coisa a que se pode aspirar, melhor do que uma visão distorcida de perfeição.

Orientações para as Futuras Mães (Marta e Willian Sears) -

20 meses

Tenho uma tagarela em casa! Repete tudo o que a gente fala. 96% é ininteligível, claro, mas ela tenta! :-)

Tá super independente, acorda de manhã, desce da cama e vai me acordar. Sobe e desce do sofá a vontade.

Aprendeu a apontar pro bumbum quando faz cocô. E fala “mumumum” (bumbum).

Aliás, tá falando:

mami, dadai, tata (vovó) gimepi (give to me please), dank (thank), mine, eiti (eithor), pis (please), nán (não, not), êqué (eu quero), iwa (I want) e os gibberishes que ela fala e tem certeza que é algo (na cabeça dela, claro). Ontem foi assim: arros (“aoo”), carne (“aca”) e batata (“atata”). Valentina é “didi”.

Corre pra cima e pra baixo, ligada no 220v 24hrs por dia!

Deu pra odiar lavar a cabeça. Antes chorava horrores pra tomar banho, agora tá curtinho. Descobri que ela gosta de água mais fria que quente (ao contrário da mãe que ama um banho bem quente!). Hoje mesmo chorou porque viu a piscina e queria entrar (tá resfriada, não pode!).

Dá a mãozinha na rua, principalmente na garagem.

Tem um cobertor favorito, mas não é único. Se não tiver ele por perto, não tem problema.

Consegue se divertir sozinha. Tá sempre achando algo pra fazer em casa. Ou pra destruir, depende do ponto de vista.

Outro dia mesmo, destruiu a casa em 10 minutos. Primeiro, arrancou a bonequinha de madeira que fica na parede dela. Tava arrumando e ela virou o humidificador de ar no carpete. Encharcou tuuuuuuudo. Fui secar e ouvi barulho na cozinha: ela pegou toda a ração do Eithor, virou no pote de água dele, virou o pote de água no chão e comeu metade da ração. Catei com a boca cheia de ração molhada/mastigada. Eca! Tô secando a cozinha e ela sobe na mesa de centro. Fica em pé lá gritando a la Leonardo di Caprio em Titanic…

Ouve uma música e sai dançando. Dá tchau pra tudo e todos (até pro carro passando do outro da rua).

Adora os bichos de pelúcia e carrega-os para cima e para baixo. Um deles é maior que ela, outro parece o Eithor.

Falando em Eithor, ela acha que ele é boneca pra ser agarrado. Claro que ele não gosta e dá um “chega-pra-lá” nela. Agora, ela dá tchau  e manda beijo pra ele antes de saírmos de casa.

Em 4 meses essa mocinha vai fazer 2 anos. Alguém pára o tempo por favor?

Não dá vontade de morder?

Slow parenting – já ouviu falar?

Achei interesante e resolvi compartilhar…

Pais Sem pressa!
Por Ana Esteves

O movimento Slow Parenting defende que «menos é mais»: menos coisas, menos actividades, menos pressa, menos pressão, menos expectativas. Mais tempo para crescer fará as crianças mais felizes.

Quem teve uma casa na árvore, leu a Pipi das Meias Altas e ainda se lembra dos dias intermináveis das férias grandes sabe do que se trata. A infância das crianças de hoje é bastante diferente da dos pais: pela pressa constante, pela falta de disponibilidade para estar com elas, pelo tempo todo controlado, pela pressão de serem os melhores em qualquer coisa. Mas há quem tente pôr um travão neste frenesim, desacelerar um pouco e devolver às crianças o que a infância tem de melhor: tempo para crescer e descobrir o mundo.

O movimento Slow, que defende e procura um abrandamento do ritmo de vida actual e faz o elogio da lentidão como forma de melhor apreciar as coisas boas, também chegou à educação. «Trees makes the best mobiles» (As árvores são os melhores mobiles) foi o livro que mudou a forma de encarar a maternidade de algumas estrelas de Hollywood: Gwyneth Paltrow descobiu-o quando a sua filha Apple era bebé e a partir de então oferece-o a todas as amigas que vão ser mães. As formas mais simples de educar num mundo tão complexo atraíram também Laura Dern, Heidi Klum, Courtney Cox e Susan Welsh. Como resistir à pressão de comprar demasiadas coisas que se tornam ruído para um bebé e à tentação de estar sempre a mostrar-lhe coisas novas, a acelerar o seu desenvolvimento e as suas descobertas, são algumas das propostas deste livro.

Outra obra que contribuiu para o movimento Slow Parenting foi «What Mothers do: Especially when it looks like nothing» (O que fazem as mães: especialmente quando parecem não fazer nada), de Naomi Standler. Segundo a autora, as mães não devem encarar o bebé na lógica de mais uma lista de «coisas a fazer». Quando estão apenas a contemplar o seu filho pode parecer que estão a fazer nada, mas afinal estão a fazer o mais importante: descobri-lo, conhecê-lo e deixá-lo ser ele mesmo.

Brinquedos simples
Substituir brinquedos electrónicos cheios de ruídos e estímulos por simples pauzinhos, folhas, pedras ou conchas é um dos mais importantes conselhos do Slow Parenting. Não devemos apressar as crianças e os defensores da lentidão abominam especialmente os brinquedos que prometem ensinar-lhes rapidamente muitas coisas, seja vocabulário, uma segunda língua, ou como somar e subtrair. Não devemos esperar nem agir como se os nossos filho fossem pequenos génios que têm de fazer tudo antes dos outros. Depressa não é forçosamente bem. Cada coisa a seu tempo e sobretudo, no ritmo certo, afirmam os «slow parents».

Tempo para brincar e estar sem fazer nada
Gastar dinheiro em múltiplas actividades quase desde o berço é outras da realidades do mundo moderno contestadas pelos defensores da filosofia da lentidão e do «menos é mais» aplicada à educação. É mais importante que as crianças tenham tempo para actividades livres, não organizadas, do que tenham os dias todos ocupados com actividades estruturadas. Informática e ballet aos três anos parece muito apelativo, mas na verdade não tem vantagens nenhumas, é mais uma despesa e rouba tempo ao que é realmente importante: brincar e interagir, sobretudo com os pais.

Aliviar a pressão de pais hiper-activos
Mais recente foi a pulbicação de «Under Pressure: Rescuing Our Children from the Culture of Hyper-Parenting» (Sob Pressão: como Salvar as Crianças da Cultura dos Hiper-Pais), de Carl Honoré, um dos gurus do movimento Slow. O jornalista e autor de «In praise of Slow» (O Elogio da Lentidão), dedicou-se a analisar a forma como são educadas as crianças na nossa sociedade de consumo, onde a pressa é constante. Honoré considera os pais de hoje hiper-activos e defende que é preciso salvar as crianças desta vertigem constante e devolvê-las à infância – que deve ser um lugar de calma e de tempo a perder de vista.

Alguns dos conselhos de Carl Honoré:
# Deixar as coisas acontecer em vez de estar sempre a programar

# Deixar as crianças correr alguns riscos em vez de os transportar numa agenda sem intervalos de uma bolha de segurança para outra.

# Não pretender controlar tudo. Deixar tempo livre às crianças para que possam desenvolver a sua criatividade. Carl Honoré pretendia inscrever o filho em aulas de expressão plástica, depois de a professora o informar que a criança era muito dotada para as artes. O filho, com sete anos, disse-lhe: «Pai, porque é que os adultos têm de controlar tudo? Eu só quero desenhar e pintar, não preciso de aulas para isso».

# Recusar a pressão de ter de oferecer aos filhos uma infância perfeita. Isso não existe, tal como não existem pais perfeitos.

# Dê aos seus filhos espaço e tempo para explorar o mundo à sua maneira. É assim que as crianças aprendem a pensar, a inventar e a socializar, a ter prazer nas coisas que fazem, a desenvolver o que são em vez de tentarem apenas cumprir as expectativas dos pais.

# Dê muito amor, atenção e disponibilidade. Sem condições.

O autor afirma que a principal razão para escrever este livro foi pessoal, pois precisava de arrumar as ideias de forma a alterar a sua forma de ser pai. Um dia descobriu um livro que resumia histórias infantis clássicas para que os pais pudessem lê-las em 60 segundos, na hora de deitar. A sua primeira reacção foi pensar «Boa ideia!» Então percebeu a loucura em que os pais de hoje andam, ele incluído. Era preciso mudar, a bem dos seus filhos.

Nas sua investigação, visitou creches em Itália e na Escócia, um laboratório de pesquisa de brinquedos na Suécia, escolas na Finlândia e em Hong-Kong, colégios em Inglaterra e nos Estados Unidos, clubes desportivos um pouco por todo o lado. Chegou à conclusão de que a ambição desmedida dos pais que pressionam os filhos, em todas as idades, é um fenómeno global.

O livro procura mostrar como é possível encontrar um equilíbrio no ritmo de vida familiar de modo a que a infância deixe de ser uma corrida para o sucesso. A tentativa constante de dar aos filhos tudo o que há de melhor corta-lhes a possibilidade de aprenderem a tirar partido daquilo que têm. E essa é a melhor lição de vida que podem ter.
Tendo em conta o investimento de tempo, energia e dinheiro que se faz hoje em dia nos filhos, a geração de crianças actual devia ser a mais saudável e feliz de todos os tempos. Mas tal não acontece. Carl Honoré aponta a obesidade por um lado e as crianças que praticam desporto de forma demasiado intensa, por outro. Nem uns nem outros são saudáveis e felizes. E por isso nunca como hoje houve tantas crianças depressivas, ansiosas e com baixa auto-estima. Adoptar um estilo parental mais descontraído, sem pressão e sem pressa, pode parecer difícil. Mas é possível. As férias são decididamente uma boa altura para pensar no assunto.

Para saber mais:
# «Trees makes the best mobiles: simple ways to Raise your child in a complex world», Jessica Teich e Brandel France de Bravo, St. Martin’s Griffin, 2002

# «What Mothers do: Especially when it looks like nothing», Naomi Standler, Piatkus Books, 2004

# «Letting Go, as Children Grow», Deborah Jackson, Bloomsbury Publishing PLC, 2003

# «Do Not Disturb: Benefits of Relaxed Parenting for You and Your Child», Deborah Jackson, Bloomsbury Publishing PLC, 1993

# «In praise of Slow», de Carl Honoré, 2004. Tornou-se a bíblia do movimento Slow. Em Portugal, o livro foi editado pela Estrela Polar sob o título «O movimento Slow».

# «Under Pressure: Rescuing Our Children from the Culture of Hyper-Parenting», Carl Honoré, HarperOne, 2008

puttingfamilyfirst.org

Sobre o movimento slow:
http://www.slowmovementportugal.com/movimentos-slow/saude-e-medicina/http://www.rituaismaternos.com/page/18/

Comer bem para dormir bem

Artigo excelente, escrito pela Dra. Andréia Mortensen
Para quem se interessa em conhecer um pouco mais de alimentação infantil…

originalmente publicado no Guia do Bebê e também na Comunidade Pediatria Radical

“A alimentação do bebê e da criança pode influenciar seu sono? Certamente!
O que e quando você come interfere no sono.

Crianças são mais saudáveis e dormem melhor se tiverem uma dieta equilibrada, contendo uma variedade de alimentos de todos os grupos da pirâmide alimentar.

Uma das chaves para uma boa noite de sono é se alimentar de modo que o cérebro seja ‘tranquilizado’ e não ‘agitado’ antes de dormir.

Alguns alimentos contribuem para um sono restaurador enquanto outros contribuem para que fiquemos acordados

Alimentos que contêm triptofano (que é o aminoácido precursor da serotonina e melatonina, substâncias indutoras de sono) contribuem para sono. Exemplos: latícinios (leite, queijos, coalhada, iogurtes), produtos de soja (leite de soja, tofu, feijão de soja), frutos do mar, carnes, frango, grãos integrais, feijão, arroz, hummus (pasta de grão de bico com semente de gergelim), lentilhas, amendoim e outras nozes, ovos.

Melhor ainda se consumir carboidratos complexos (como grãos integrais) com alimentos ricos em triptofano. Esses carboidratos estimulam a liberação de insulina que auxilia a remoção da corrente sanguínea de substâncias que competem com o triptofano.

Refeições mais leves provavelmente conduzem melhor sono, ao contrário de refeições gordurosas e fartas, que prolongam o trabalho do sistema digestivo e produzem gases. Algumas pessoas observam que alimentos temperados e apimentados podem produzir azia e então interferir no sono.

Assim, os melhores jantares para o sono são ricos em carboidratos complexos e médios ou baixos em proteínas, como: macarrão integral com queijo parmesão, ovos com queijo, tofu, hummus com pão integral, frutos do mar, queijo coalhada, frango com legumes, sanduíche de atum, feijões (não apimentados), sementes de gergelim, saladas com pedaços de atum com crackers de trigo integral e outros.

Inclua alimentos ricos em vitaminas B: grãos integrais, legumes, fígado, sementes, cogumelos, peixes de fundo de mar, ovos e verduras escuras e alimentos ricos em magnésio: nozes, grãos integrais, semente de girassol, abacate e uva passa.

Por outro lado, refeições ricas em proteínas produzem o efeito contrário, pelo aminoácido tirosina que estimula o cérebro ao invés de relaxá-lo, ou seja, deixam as crianças alertas e energéticas. Portanto evite oferecer ao seu filho no jantar carne vermelha, bacon ou porco, linguiça e presunto.

Além disso as refeições energizam e aumentam o metabolismo e por isso deve-se evitar jantar cerca de duas horas (tempo médio para digestão) antes de ir pra cama. (1).

Os melhores lanchinhos antes de dormir

Se teu filho faz um lanchinho antes de dormir, que seja pelo menos meia hora antes de ir para a cama e que sejam ricos em carboidratos complexos e cálcio (que ajuda o cérebro a usar o triptofano e a fazer melatonina) e médio ou baixo em proteínas.

Exemplos: leite (o leite materno tem propriedades indutoras de sono para ambos, bebê e mãe!), leite de vaca (somente para maiores de 1 ano, não alérgicos à proteína do leite de vaca e sem adição de chocolate!), iogurte, coalhada, abacaxi, bananas, abacate, ameixas, peru, semente de gergelim, de girassol, cajus, amendoins (não ofereça nozes antes de 1 ano pelo menos pelo risco de engasgue), cereais de grãos integrais com leite, sanduíche de manteiga de amendoim ou hummus, sorvete, tofu, biscoitos integrais de aveia e uvas passa. (2).

Observações importantes sobre o leite de vaca

Mesmo sendo conhecido como indutor de sono, cabe frisar que muitos bebês de menos de um 1 ano têm dificuldade de processá-lo, mesmo as fórmulas especiais para lactentes (menores de 1 ano), e frequentemente podem causar gases.

Leites integrais não são recomendados pelas Sociedades de Pediatria Internacionais para bebês menores de 1 ano. Em caso de impossibilidade de aleitamento materno o bebê deve receber fórmulas apropriadas, pelos seguintes motivos:

- o leite de vaca (de caixinha, de fazenda ou em pó) é rico em gordura saturada que não é adequada ao bebê. Na fórmula infantil essa gordura é substituída por poli-insaturada de origem vegetal, adequada às necessidades do lactente;

- o leite de vaca possui proteínas de difícil digestão para o bebê. Além disso, é altamente alergênico e pode causar rinite, dermatite atópica e amoniacal (dermatite das fraldas), já que o seu excesso de proteínas é eliminado pela urina em forma de amoníaco que pode produzir dermatite na zona genital. Nas fórmulas pra lactentes essa proteína é reduzida e tem estrutura modificada;

- o leite de vaca é rico em minerais (como fósforo) que dificultam a absorção de cálcio e que podem sobrecarregar os rins do bebê. Nas fórmulas esses minerais são parcialmente retirados;

- a fórmula infantil é adicionada de ferro, algumas vitaminas e carboidratos inexistentes no leite de vaca;

- finalmente, a fórmula infantil recebe soro de leite pra tornar a sua composição mais adequada às condições fisiológicas do lactente;

- o leite de vaca pode provocar desidratações no lactente (pois necessitam utilizar mais água de seu corpo para formar urina do que os que se alimentam de leite materno); diarréias (já que o tipo de flora intestinal que se forma quando se alimentam com leite de vaca não os protege tanto quanto a flora formada com o leite materno), anemia (já que o ferro do leite de vaca não é absorvido de forma tão eficiente quanto o leite materno) e, finalmente, o leite de vaca produz microhemorragias intestinais nos lactentes, o que também pode favorecer a aparição de anemia. (3).

O que evitar nos lanchinhos antes de dormir

Alguns alimentos podem criar problemas de sono, por causar indigestão e gases, e agravar o refluxo nas crianças que sofrem desse mal. Outros têm efeito estimulador no sistema nervoso.

Evite antes de sonecas e no lanchinho da noite: bebidas cafeinadas, chocolate, hortelã, comidas gordurosas e apimentadas, suco de laranja ou outros cítricos, margarina e manteiga, alimentos com aditivos e conservantes artificiais, glutamato monossódico, bebidas carbonadas (como refrigerantes), carboidratos simples (arroz branco, batatas, pão branco, farinhas refinadas em geral) e açúcares refinados.

Os principais bloqueadores de sono

São cafeína, álcool e açúcar, que precisam ser regulados durante o dia e restringidos nas horas que antecedem o sono.

Café, refrigerantes (como as colas) e chás pretos são as bebidas campeãs em cafeína. Somente 15 minutos após uma xícara de café o nível de adrenalina no corpo sobe, o que causa um aumento na pressão arterial, respiração e produção de ácidos estomacais. Vale a pena notar que refrigerantes são fonte rica de cafeína e açúcar e não devem ser consumidos à tarde e à noite para não interferirem no sono.

A cafeína também promove elevação no humor e na energia logo pela manhã, seguido de cansaço pela tarde. Em outras palavras, os efeitos da cafeína no corpo são como a lei da gravidade: tudo o que sobe tem de descer. Basicamente, os efeitos da cafeína revertem os que você deseja se o objetivo é dormir.

Algumas crianças são altamente sensíveis a açúcares em sua dieta, podendo agravar muitos problemas como hiperatividade, nervosismo, irritabilidade e pouca concentração, todos fatores que podem levar a problemas no sono.

Comidas tipo ‘fast food’ são geralmente concentradas em gorduras e contêm sabores e corantes artificiais que são estimulantes e difíceis de digerir. Alimentos que são classificados como ‘baixo teor de gordura’ geralmente contêm açúcar adicional que afeta o sono.

Alguns medicamentos para resfriados e dores de cabeça que podem ser comprados sem receita médica têm alta concentração de cafeína. Leia o rótulo ou pergunte ao farmacêutico.

O que fazem os açúcares e carboidratos refinados: a montanha russa

Uma refeição de carboidratos, especialmente ricos em açúcares e gorduras refinadas, vai interferir no sono da seguinte forma: primeiramente se perderão todos os efeitos indutores de sono do triptofano; em seguida, começará a ‘montanha russa’ de açúcar no sangue, pois o organismo dá respostas afoitas face a uma subida rápida do nível de glicose (pois o açúcar é convertido diretamente em glicose e causa súbita elevação de açúcar no sangue, rompendo o delicado equilíbrio de glicose e de oxigênio na corrente sangüínea) e com objetivo de reduzir esses níveis de açúcar na corrente sanguínea, o pâncreas faz uma descarga de insulina no sangue. O nível de açúcar cai drasticamente na corrente sanguínea e isso é seguido de liberação de hormônios do estresse que manterão a pessoa acordada e, logo em seguida, precisará repor esses níveis de açúcar.

Se os níveis de açúcar baixam muito, o cérebro interpreta a informação que recebe como um pedido de socorro. Vem então a sensação de fome, dando assim origem a um novo ciclo. Ou seja, sucessivas operações desse gênero provocam uma montanha russa metabólica que, além de interferir negativamente no sono, podem favorecer a obesidade e a diabetes.
Isso leva à hipoglicemia, que então produz agressão, ansiedade e comportamento hiperativo como correr loucamente e escalar em tudo (4).

Essa mesma criança poderia brincar muito bem por algum tempo se tivesse comido uma refeição balanceada, que eleva os níveis de serotonina em seu cérebro, estabilizando seu humor.

Concluindo, só é possível intervir nestes altos e baixos níveis hormonais se tivermos uma resposta insulínica moderada, e para isso é preciso comer menos, mais vezes e melhor, para evitar chegar ao estágio da fome descomedida no qual só nos apetece comer um chocolate ou umas batatas fritas. Uma refeição desse tipo antes de dormir (ou no meio do sono, como mamadeiras engrossadas de farinhas refinadas) provocam mais despertares noturnos.

Cuidado com os sucos

O Ministério da Saúde recomenda, para que as crianças supram as suas necessidades energéticas, que os alimentos complementares oferecidos após os seis meses de idade tenham uma densidade mínima de 0,7kcal/g. Por isso sucos de frutas ou vegetais e sopas são desaconselhados, por possuírem baixa densidade energética. Ou seja, oferecer sucos para bebês menores de 1 ano não é apropriado, pois são líquidos com menor densidade energética e nutrientes que o leite, que deve ser o principal alimento do bebê até 1 ano (5). Em outras palavras, ocupa-se espaço na barriga do bebê que deveria ser do leite com um líquido menos nutritivo e concentrado em açúcar (pela preparação). Possivelmente sua ingestão interferirá no sono. Ainda, se oferecido na mamadeira, pode acarretar confusão de bicos e desmame precoce. O ideal é oferecer somente água ao bebê (ao início da alimentação complementar por volta do sexto mês, composta de frutas ‘in natura’, legumes e cereais integrais) utilizando-se um copinho.

Aditivos alimentares que tem impacto no cérebro

Pesquisas em bebês mostram que ômega-3 (presente em óleo de peixe) é essencial para o desenvolvimento normal do cérebro, pensamento e concentração. Também aumenta os níveis de serotonina. Um estudo mostrou que baixos níveis de ômega-3 estão associados com problemas de comportamento, de aprendizado e de sono (6).

Crianças são particularmente vulneráveis a aditivos alimentares porque seus organismos e cérebros são muito imaturos. Alguns aditivos reduzem os níveis de dopamina e noradrenalina no cérebro, resultando em comportamento hiperativo em algumas crianças (7-19). Então, se seu filho consome sorvete ou refrigerantes de cola e tem comportamento agressivo ou hiperativo, você já sabe a razão. Preste atenção especialmente nos seguintes corantes e aditivos:

- corante amarelo n. 6 tartrazina, que é usado em balas, gomas de mascar e gelatinas, pode provocar reações alérgicas, além de asma, bronquite e urticária (20).

- corante vermelho n. 3 ou carmim, usado em alguns biscoitos, geléias e doces, também é inibidor de dopamina a noradrenalina, e pode levar à perda de concentração e a comportamentos como desordem de atenção e hiperatividade (ADHD).

- benzoatos e parabenos, que são usados em refrigerantes, gelatinas e molhos de salada, são relacionados à asma e à hiperatividade.

- sulfitos (incluíndo dióxido de enxofre), encontrados em algumas sobremesas e sucos de frutas.

- nitratos, adicionados a alguns queijos e carnes em convserva como salsichas. Podem causar dores de cabeça e foram relacionados ao câncer em estudos com humanos.

- adoçantes e edulcorantes, são adicionados a refrigerantes, alimentos doces e sucos industrializados, podem reduzir os níveis de triptofano, que é vital para o cérebro sintetizar serotonina, e também podem produzir comportamento agressivo e hiperativo (21).

Idéias para implementar uma dieta que contribua para um sono melhor:

- Tenha comidas saudáveis em sua casa e não compre guloseimas ou alimentos pouco nutritivos. Assim, quando seu filho estiver com fome, você pode oferecer somente o que é saudável e nutritivo.

- Nunca use doces como recompensa ou consolo ao seu filho.

- Ofereça bastante água durante o dia, pois até uma desidratação leve pode trazer sentimentos de ansiedade e contribuir para problemas de sono.

- Coma mais carboidratos complexos do que processados (incluindo frutas e legumes crus). Grãos integrais devem ser parte diária da alimentação da família.

- Certifique-se de que seu filho consome cálcio suficiente. Baixos níveis de cálcio podem causar irritabilidade e nervosismo. As fontes de cálcio são leite, iogurte, queijo, brócoli, sementes de girassol, espinafre, entre outros.

- Prefira alimentos orgânicos sempre que possível.

- Evite gelatinas e outros produtos com aditivos alimentares que também são prejudiciais ao sono, como descrito acima.

- Sempre que possível, prepare refeições caseiras de ingredientes frescos, pois assim você saberá exatamente o que elas contêm.

- Ofereça frutas com farinha de aveia ou aveia em flocos finos, iogurtes naturais (que tal fazer em casa?), queijo branco. Sucos somente das frutas frescas, não ofereça sucos artificiais que têm açucares refinados e outros aditivos químicos, e preferivelmente não antes de 1 ano de idade.”

- Ao invés dos populares farinhas industrializadas e similares (como mucilon e farinha láctea, que contêm cereais refinados e açúcares, ambos prejudicam o sono), prepare um ‘super mingau’ com cereais integrais, como: arroz integral, milho, soja, cevada, aveia, farelo de aveia, malte, trigo integral, semente de linhaça. Compre os grãos e moa em um processador ou liquidificador, cozinhe em água e acrescente um pouco de leite no final. Não coloque açúcar. Os grãos moídos em casa podem ser estocados no congelador por longo tempo.

- Iogurtes prontos com adição de corantes e aditivos, bolachas açucaradas, maisenas e outros não são alimentos próprios para um bom sono. Esqueça a idéia de ‘engrossar’ o leite do bebê para dormir melhor, o efeito será provavelmente o inverso.

- Pode ser que algum alimento da dieta do seu bebê esteja atrapalhando o seu sono e a melhor forma de descobrir isso é observando muito bem os efeitos dos diferentes alimentos em seu humor e saúde.

- Uma idéia bonitinha: crianças se interessam muito mais em comer as refeições se ajudarem a prepará-las! Então invista num livro de receitas para crianças e se divirtam cozinhando juntos!

E o mundo ficou mais triste hoje

Menos sábio

Menos político

Vai em paz, Saramago!

José Saramago, pelas lente de Sebastião Salgado

José Saramago, nas lentes de Sebastião Salgado

“Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma.”

Revista do Expresso, Portugal (entrevista), 11 de Outubro de 2008

Wordless Day

A political statement without words

A political statement without words

Novidades e dicas sobre o sistema de saúde em BC

No Brasil, ao fazermos exames laboratoriais, o paciente normalmente é o responsável por pegar os resultados e levar ao médico.

Aqui é diferente. Você vai, faz seu exame de sangue e se algo der diferente, o médico vai te ligar pra marcar horário. Se ninguém te ligar é porque deu tudo normal.

Até pouco tempo atrás, nós, pacientes, não tínhamos acesso aos exames. Ficava tudo nas mãos do médico. Agora tem uma opção

A empresa que disponibiliza os dados eletronicamente para os médicos, abriu essa opção para os pacientes. Como funciona? É simples.

Após sair do laboratório (num prazo de até 10 dias após o exame), você vai no site deles (my ehealth.com), e preenche os dados necessários. É preciso ter o cartão de saúde (carecard number) e endereço válido.  Eles vão te enviar, por correio, a senha para terminar o cadastro.

Uma vez com o cadastro pronto, você recebe seus exames de sangue em tempo real no site deles. Eu fiz um de manhã e a tarde já tinham os resultados postados. Dá pra salvar e imprimir, permitindo um maior controle da sua saúde, principalmente pra quem depende dos médicos nas walk-in clinics (onde o médico pode mudar a qualquer hora).

Outra dia importante é pra exames de imagens. Em qualquer hospital aqui, ao fazer seu raio-x, ressonância, é possível pedir cópia do relatório e das imagens. Normalmente não há custo ou só o custo do correio. Se preferir, dá pra pegar lá no hospital mesmo e leva cerca de 1 semana pra ficar pronto.

As Cem Linguagens da Criança

A criança
é feita de cem.
A criança tem
cem mãos
cem pensamentos
cem modos de pensar
de jogar e de falar.
Cem sempre cem
modos de escutar
as maravilhas de amar.
Cem alegrias
para cantar e compreender.
Cem mundos
para descobrir,
Cem mundos
para inventar,
Cem mundos
para sonhar.
A criança tem
cem linguagens
(e depois cem cem cem)
mas roubaram-lhe noventa e nove.
A escola e a cultura
lhe separam a cabeça do corpo.
Dizem-lhe:
de pensar sem as mãos
de fazer sem a cabeça
de escutar e de não falar
de compreender sem alegrias
de amar e maravilhar-se
só na Páscoa e no Natal.
Dizem-lhe:
de descobrir o mundo que já existe
e de cem
roubaram-lhe noventa e nove.
Dizem-lhe:
que o jogo e o trabalho
a realidade e a fantasia
a ciência e a imaginação
o céu e a terra
a razão e o sonho
são coisas
que não estão juntas.
Dizem-lhe:
que as cem não existem
A criança diz:
ao contrário, as cem existem.
(Loris Malaguzzi)

Wordless Tuesday

De cama nova!

De cama nova!

E o quarto de cara nova...

E o quarto de cara nova...

E quando o filho fica doente…

E Valentina ficou doente essa semana. Começou com febre, com picos de 39 graus. Me ligaram da creche na 2a. feira porque ela não parava de chorar. Na 3a. feira, consegui levar na médica: “a garganta não tá com pus, deve ser virose, mas vamos fazer exame”… e mais febre e tylenol a cada 4 horas.

Na 5a. feira, no final do dia, me ligam do médico. É, precisa de antibiótico… como se eu já não soubesse. Volta no médico de novo, pega receita (e ainda tem que ouvir do trabalho, porque “estou na rua”…aff). E no sábado, ela já tava melhor, sem febre e a gente planejando o churrasco com amigos no domingo.

Foi uma semana sem dormir à noite, monitorando a febre e a paciência elevada a quinquagésima potência pra lidar com o mal-humor, o choro e o grude. Um “a” mal falado era motivo  pra explosão de choro. Bom, quando a gente tá doente, ficamos de mal-humor e soltando patata, né? Ela, do mesmo jeito, só que no choro. O que os canadenses chamam de “meltdown”.

E quando tudo parecia melhor, quem fica doente? Eu, claro. Depois de dias grudada na Valentina, era só o que podia acontecer… 39 de febre, tylenol não tá fazendo efeito e a garganta ruim. Vou pro hospital e o médico diz que é virose porque não tem pus na garganta, mesmo depois de todo o histórico… resultado? tenho que ligar amanhã pra médica pra ver se é virose mesmo ou não.

Wordless Friday

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Ser filho

“Seus filhos não são seus filhos. São os filhos e filhas da Vida desejando a si mesma. Eles vêm através de vocês, mas não de vocês. E embora estejam com vocês, não lhes pertencem. Vocês podem lhes dar amor, mas não seus pensamentos, pois eles têm seus próprios pensamentos.
Vocês podem abrigar seus corpos mas não suas almas, pois suas almas vivem na casa do amanhã, que vocês não podem visitar, nem mesmo em seus sonhos. Vocês podem lutar para ser como eles, mas não procurem torná-los iguais a vocês. Vocês são o arco de onde seus filhos são lançados como flechas vivas.”

(Khalil Gibran)

Sites da semana

Como Dia das Mães está chegando (viu, marido-esquecido-que-não-deu-sequer-parabéns-no-ano-passado?!), pensei em alguns blogs e sites que eu adoro acompanhar:

- Simples Como Viver

Mãe e Muito Mais

Entre Fraldas e Livros

- Nasce uma Nova Mamãe

Kids Vancouver

- My Life as a Mommy

- Lu Brasil

Boa leitura! :razz:

Wordless Tuesday

Because I love them so much!

Because I love them so much!

Passeios

Tanta coisa acontecendo aqui na cidade!

Pra quem tem crianças, aqui vão algumas sugestões:

Swap Meet – 17/4 e 18/4, das 9h às 13h
Troca e venda de roupas, brinquedos, livros e equipamentos esportivos que as crianças não usam mais. Dá pra aproveitar bastante e sair com muita coisa boa, mas claro que tem que pesquisar antes!
Onde: 300 Ioco Road, Port Moody, Port Moody Rec. Centre

Baby & Me Hiking Club – Toda 5a. feira até 10/06 – 10:30 às 12h
Clube de caminhada para novas mamães e bebês (grávidas também são bem-vindas) para aproveitar passeios guiados em locais maravilhosos. As caminhadas são de nível moderado e as mães devem ficar confortáveis carregando os bebês em cangurus ou slings por pelo menos 90 minutos. Grávidas devem ter preparo físico e permissão de seus médicos antes de começar. Carrinhos não podem ser usados. $10/pessoa por série
Onde: Belcarra Regional Park, Port Moody – 604-432-6359.

Playland Abre!! – de 24/04 a 27/06
Parque de diversões para todas as idades abre no final de abril para a temporada de verão.
Onde: Hastings St & Renfrew St, Vancouver – www.pne.ca

Crème de la Crème Baby – 02/05 – das 11h às 16h
Evento exclusivo, apresentando os produtos mais luxuosos e serviços para as crianças e pais.
Mesmo que você for mãe ou pai pobre (tipo eu, rs rs), dá pra visitar, nem que seja só pra ficar na vontade…
Onde: Roundhouse Community Centre, Vancouver – www.cremedelacreme.ca