Brasil de novo?

A canadense que não aguenta mais usar calça e casaco:
“Mamãe, can I usar meu shorts no Brasil?”
“Claro, Valentina”
“Mamãe, and can I usar minha chinelo no Brasil também?”
“Sim”
“Yayyyyyy”

Só 5 dias pra irmos de novo para terras brazucas. Depois de 4 anos sem ir, e de repente ir duas vezes no mesmo ano é um sonho, né?
E dessa vez, vamos todos, Valentina, Kam e eu. Monsieur Eithor ficará com amigos (ô saudades!). A Valentina tá que não se aguenta. Todos os dias pergunta dos primos, dos tios, da avó, dos bichos todos (gato, cachorro, cavalo e até uma tartaruga), diz que vai dar abraço em todo mundo.
Vão ser três semanas, mas tão curtinhas…. queria poder ficar mais um pouco!

Quatro anos depois

Quando a gente passa muito tempo sem experimentar uma comida, não deixamos de lembrar como é o sabor. Ao contrário, parece que fica mais aguçado. O doce favorito da infância é sempre mais saboroso que o que experimentamos hoje, ainda que seja o mesmo tradicional brigadeiro, por exemplo. A macarronada de domingo na casa da avó é infinitamente melhor que a do restaurante favorito de hoje. Claro que, no meio disso tudo há o componente emocional. Tudo que nos é querido é guardado em algum cantinho na nossa mente até que o resgatemos.

Assim é com a nossa saudade, nosso carinho por alguém. A distância e o tempo faz parecer que somos imunes à saudade. Ou pelo menos, nosso consciente nos faz pensar assim.

Há quatro anos eu não via aqueles que me são queridos. Há quatro anos que meu consciente empurra a saudade lááááááá pro fundo e só deixa aquela pontinha que me faz pensar “sim, tenho saudades, mas estou aqui vendo todo mundo no facebook”.
Daí um belo dia você descobre que não é bem assim.

Fomos ao Brasil, Valentina e eu. Depois de quatro anos sem sentir aquele bafo na hora que você sai do avião, sem ficar zonza com aquela correria de São Paulo. Você chega no aeroporto e procura, ansiosa, rostos familiares. E vê. Sua mãe, sua irmã, seu irmão, seu cunhado. E cai a ficha. Pô, como assim eu não vi o tamanho da saudade?

E passam-se os dias. Valentina, aos poucos, embrenhando-se nessa língua difícil que é o português, tentando entender como é que ficou tão quente de repente, descobrindo uma família que a ama, brincando com os primos como se vissem todos os dias. Você pode ver o carinho de todo mundo, ficar estressada às vezes (em qual família que não?), poder sair de casa e sentir o sol bater (e reclamar dos 45 graus, com razão) no rosto. Ver uma vida que já se achava esquecida. Sítio, praia, tios, irmãos, primos, churrasco, pizza, amigos, jogar conversa fora, nadar na piscina, sentar numa cadeira e não fazer nada.

Chegar na casa da sua irmã e descobrir uma surpresa linda. Morrer de chorar até ver uma faixa linda. São só três linhas, mas o necessário para te desidratar mais ainda. Sentir, em cada detalhe da festa de aniversário da Valentina, um amor tão difícil de descrever. E ver, ali, o peso da decisão – que antes parecia o rumo natural história – de morar fora. Afinal, marido não mora no Brasil. Fui atrás de um sonho – realizado – e deixei para trás toda uma vida. De ver aquilo que as amigas falam tanto, de ver a Valentina crescer longe da família.

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Eu a via brincando com os primos e me doía de pensar que logo ia acabar, que íamos voltar para casa. Ela correndo atrás do tio Luiz, abraçando a tia Thais e a tia Cinthia, perguntando pela tia Marcella e o cavalo, na piscina com a tia Mari, comendo estrelinhas e “socrilhos” com a tia Sandra. E os tios-avôs? Ela vê as fotos em casa e pergunta por todos, tio Werner, vô Luiz, tia Marina, tia Monica. Ela fazendo de conta que tá lavando o cabelo da vovó e escovando os dentes dela (com direito a pasta sabor tuti-fruti até nos cabelos e muitas risadas) e pondo a vovó pra dormir. A surpresa do primeiro dia quando percebeu que o desenho favorito fala português. Brincando na festa sem parar, com a Isabella e a Malu, apostando corrida de carrinho com o João Pedro e o Lourenço. Conhecendo os amigos da mamãe (cadê “baby Isabella”, mamãe?). Descobrindo que adora lichia (e fazendo o vô Werner subir na árvore só pra pegar pra ela). Aprendendo a nadar na piscina sozinha e, toda orgulhosa, chamando todo mundo pra ver.

Tantas lembranças que faltam palavras. E um dia, como há de ser, voltamos para casa. E a saudade, aquela que vivia escondida lá no fundo do coração, aparece forte. Na verdade, ela se esconde para nos proteger, isso que é. Para que não vejamos o quanto sofremos com isso. Daí, quando ela aparece, nos traz tanta coisa boa, que nos faz querer voltar sempre.

E vamos voltar. Mesmo que seja só por uns dias, para fazer essa saudade voltar lá pro cantinho dela e descansar um pouco.

No Brasil

Felicidade de mãe é ver sua filha -que tem pânico de molhar a cabeça e gruda em você numa piscina- finalmente se soltar e se permitir relaxar e descobrir como é bom estar na piscina (com bóia) sem se segurar em ninguém. As risadas de felicidade dela e o orgulho (chamando todo mundo pra ver) vão ficar pra sempre.

Você está gostando tanto, querida. Seu português melhorou um monte, você acorda com um sorriso lindo no rosto, está conhecendo sua família, perguntando pelos tios e primos, se empanturrando de arroz com feijão, morrendo de calor, percebendo as diferenças do português pro inglês…. Acho que essa viagem vai ficar na sua memória pra sempre, né?

Wordless Friday

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Valentina no Brasil

Demorei pra postar porque havia esquecido a senha… só conseguia entrar no blog com o meu próprio laptop e, quem disse que eu conseguia conectar à internet da casa da minha mãe? Só hoje, num Café do Ponto, pagando R$9 por 2hrs….

Bom, pra quemvai viajar com bebês, como muita gente já me disse, essa idade é a ideal. Eu estava bem apreensiva das 14 horas de vôo, sozinha com a baixinha, 3 malas, a malinha de mão dela e minha mochila com as tranqueiras tecnológicas (laptop, câmera, filmadora, etc).

Pra começar bem, em Vancouver o vôo atrasou quase 2 horas. Pelo menos, a Valentina já tinha mamado e estava de bom humor. Entrou no avião e apagou. A viagem toda praticamente. As atendentes foram ótimas, me ajudaram muito, trocaram a pessoa que estava ao meu lado para outro assento, seguraram ela enquanto fui ao banheiro, esquentaram a mamadeira…. o único porém foi que não acharam o bercinho que a Air Canada tem (teoricamente) disponível… mas tudo bem.

Chegando em Toronto, lembrei que o embarque pra SP era do outro lado do aeroporto. Ninguém merece, né? Em compensação, as malas são despachadas diretamente de Vancouver.

As atendentes também muito simpáticas, conseguiram o bercinho e o assento ao lado vazio. A baixinha chorou 10 minutos e dormiu. De novo, a viagem toda. Acordou 1x pra mamar e só.

Já passeamos bastante (falei que ela é rueira?), conheceu os tios, brinca um monte com a vovó e tá conhecendo as tias postiças do Brasil.

E come que é uma coisa. Ontem mesmo tive que dar 2 mamadeiras seguidas e ela não passou mal.

Acho que os ares daqui têm feito bem à ela. Está dormindo muitíssimo bem, das 20h às 7 da manhã seguido. Acorda pra mamar e dorme de novo até 10, 11 da manhã (como foi hoje). Kam tá perguntando se estou colocando bebida no leite dela, rs :lol:.

O que tem me impressionado:

1) A quantidade de babás no shopping. Vai a mãe, 0 bebê no carrinho e a babá (porque elas têm de vestir branco?), claro, levando o carrinho enquanto a mãe falava no celular. Isso num sábado, domingo… Ou como vi, a mãe, o pai e a avó, um bebê só e a babá. Alguém me explica a necessidade? Ainda se fossem mais crianças, gêmeos, sei lá, mas esse negócio de levar babá pro shopping ainda não entra na minha cabeça.

2) O que tem de Starbucks por aqui. Da última vez que vim, só tinha uma loja, no shopping morumbi. E preços altíssimos. Um café grande e um muffin chega a quase R$20. Se converter, até dá o valor que pagamos no Canadá. Mas aqui, o povo ganha em Real mesmo e muito menos que lá, né?

3) Os preços. Tudo muito caro por aqui. Fui no mercado, comprei 3 caixas de suco, 1 de água de côco e água sanitária. $20. Peguei um taxi e uma corrida de 15-20 minutos me saiu $35 (e nem foi bandeira 2).  E sim, muito trânsito, muita poluição. Coisas para bebês, caríssimas. Um brinquedinho super simples (um móbile com patinhos de plástico da Grow), R$20. Um tapetinho pra Valentina brincar, com móbiles, não sai por menos de R$100. Bonecas a R$300, tranquilamente. Na Tip Top, uma mala de fraldas por R$150. E pior é ter que ouvir os preços fazendo cara de passagem, né?

Bom, como nem tudo é ruim, tem sempre a parte boa. Ver os amigos e a família, um tempo excelente (pra mim, né, porque pra minha mãe, já tá frio), sem chuva (yay!), milkshake de ovomaltine do Bob’s, torta de brigadeiro do Amor aos Pedaços, pizza de verdade, churrasco, cerveja que dá pra comprar em toda esquina. E o melhor: fila preferencial em qualquer lugar, hahaha. Nunca imaginei que faria parte disso, rs. E pensar que isto não existe nem em pensamento lá no 1o. mundo….

Não tô ficando linda?

Não tô ficando linda?

Eleições 2008 – Como justificar?

Quem está no Canadá e não transferiu o título, deve justificar a ausência nas eleições deste ano. Isto vale para tanto para quem está aqui temporariamente (estudos/turismo/trabalho) quanto para quem é residente permanente.

Como fazer? A justificativa é muito simples e facilitará muito a sua vida na hora de renovar o seu passaporte (90% dos problemas em relação aos documentos pedidos é devido à falta de comprovante de votação).

Se você não votou nas últimas eleições, cheque qual é a situação do seu título no site to Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do seu Estado.

Cidadãos brasileiros que tiverem domicílio eleitoral no exterior, não precisarão justificar ausência nas eleições municipais que acontecerão em 05/10/2008 (1o. turno) e 26/10/2008 (2o. turno).
Entretanto, aqueles que não transferiram o título eleitoral para o exterior deverão justificar a ausência junto ao cartório eleitoral onde estão inscritos.

A justificativa eleitoral pode ser apresentada nos 60 (sessenta) dias posteriores a cada turno ou ainda nos 30 (trinta) primeiros dias contados da data de retorno ao Brasil.

Seguindo orientação do Tribunal Superior Eleitoral, o Consulado-Geral em Vancouver não receberá pedidos de justificativa eleitoral. O interessado deverá encaminhar o requerimento, por via postal, ao cartório da zona eleitoral onde é inscrito.

É necessário anexar os seguintes documentos:
• Formulário de Justificativa Eleitoral;
• Cópia simples do título eleitoral;
• Cópia simples de documento de identidade brasileiro;
• Documento de comprovação de residência no exterior (contas, cópia do passaporte com o visto, cópia de passagem, cartão de residente permanente ou outro documento equivalente).

Para baixar o formulário, entre no site do Consulado-Geral em Vancouver.

Dica: mande tudo como carta registrada para garantir o recebimento da sua documentação.

Perguntas e Respostas – tudo o que você quis saber!

“What type is a passport-size picture?”
Hum, like the one you take for a passport?

“Visto permanente é, tipo assim, pra sempre?”
O que a palavra permanent significa pra você?

“Por que eu preciso mandar meu passaporte pra pedir o visto? Uma cópia não serve?”
Porque nós precisamos pôr o visto no seu passaporte??

“I already have a picture in my passport. Why I need another one?”
I need to put in your visa application?

“You guys complicate things too much. How can I go to get a photo and my flight itinerary”?
Photo: you know any place like Wal-mart, Future Shop, London Drugs? “Yes”, ok, just go and ask for a photo. For your itinerary, you should know when you are planning to go…

“If I pay you an extra, can you expedite my passport/visa/legalization/power of attorney/anything?”
We don’t take bribes and we do not do expedited services.

“Why I need a visa to go to Brazil?”
Because your country ask me for a visa to enter here.
“Oh, fair enough”

Preciso começar a anotar na hora em que eu escuto, senão esqueço… eu respondo com educação, mas que dá vontade de responder de certa maneira, ahhh se dá…
:P

PS: AINDA não recebi os resultados do IELTS. A SFU mandou na 6a. feira passada, pelo correio… mas sabe como é Canada Post… oh well…

O novo Eldorado dos brasileiros?

A Globo resolveu fazer uma série de reportagens sobre o Canadá. Assisti somente à primeira da série e foi o suficiente…

Será mesmo que é tão fácil de vir pra cá? Estudantes que vêm pra ficar um mês, mas já vêm com a intenção de trabalhar ilegalmente, pessoas que pagam “atravessadores” para ajudá-los a cruzar a fronteira para vir pra cá.  E um ou outro que se “atreve” a querer vir da maneira correta e legal. E dá-lhe apoio ao “jeitinho”….

Eu bem sei que imigrar para o Canadá não é um mar de rosas, mas quando vejo matérias no estilo sensacionalista (o que mais pode ser?), me dá medo.
Este tipo de matéria só faz trazer uma enxurrada de gente totalmente perdida querendo vir para cá sem um mínimo de educação (educação neste ponto, não é questão de faculdade ou o que quer que seja, mas educação no sentido de buscar entender e conhecer o local para onde você está indo, aprender a língua do local, saber o que é necessário… este tipo de educação).
Ontem mesmo tive uma pessoa no Consulado Brasileiro ligando para saber como fazer pra vir pro Canadá. E a pessoa não sabia nem pra que país ela estava ligando. Isto só mostra como matérias deste tipo (um lixo, sinceramente), aumenta o desespero daqueles que querem sair do país a qualquer preço (e dá-lhe coyotes aí!)….

Em tempo:

Dia 22 de fevereiro estou comemorando 5 anos de Canadá! :-)

Atualizando na correria

No meu Orkut de hoje: “You are next in line for promotion in your firm”. uhu, nem bem comecei no emprego novo e já ganho promoção? :-)

Falando em emprego, pois é. Não estou mais na VEC, mas continuo a indicar escolas, então quem quiser referências, já sabe a quem procurar!

Não posso dizer onde estou trabalhando agora, mas digo uma coisa: é muito bom, e vou continuar ajudando os brasileiros, rs.

Meu curso na UBC sobre imigração tá mais puxado que eu imaginava e estou com MUITOS textos pra ler e entender, que é o principal. Mas sim, está valendo a pena. Vamos ver se em junho eu consigo tirar minha licença pra ser immigration consultant.

Mais uma novidade é a abertura do novo Consulado Brasileiro aqui em Vancouver. Até hoje para qualquer coisa que precisasse, tínhamos que recorrer à Toronto, mas agora a vida fica mais fácil.

O novo Consulado abre dia 6 de fevereiro e o endereço é 2020-666 Burrard Street (em frente ao skytrain da Burrard), Vancouver, BC. O telefone, pra quem precisar: 604-696-5311 e o fax: 604-696-5366. O email é consbrasvancouver@gmail.com.

Abertura do Consulado-Geral do Brasil em Vancouver

Está sendo instalado o Consulado-Geral do Brasil em Vancouver, British Columbia, chefiado pelo Embaixador Fernando Jacques de Magalhães Pimenta.
O novo Consulado-Geral terá jurisdição sobre as províncias de British Columbia, Alberta, Saskatchewan, Yukon e Northwest Territories.
O Consulado-Geral do Brasil em Vancouver funcionará no seguinte endereço: 666 Burrard Street.
O Consulado-Geral está funcionando provisoriamente no Hyatt Hotel, 655 Burrard Street, Vancouver, BC, tel (604) 683.1234 nº 2712.

Correção: já está no endereço novo. Abre oficialmente no dia 6 de feveireiro.
No entanto, para efeitos de elaboração de documentos de viagem (passaportes), atos notariais e concessão de vistos, o Consulado-Geral do Brasil em Vancouver somente estará operacional no início de 2008.
Até o pleno funcionamento daquela repartição consular, o Consulado-Geral do Brasil em Toronto continuará responsável por esses serviços consulares.

Fonte: Consulado-Geral do Brasil em Toronto

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