Três Anos

Há 3 anos, me tornei mãe de uma princesinha linda. Hoje essa menina está cada dia mais fofa, esperta, carinhosa. Adoro o jeito como ela me chama de “mamáe”, bate altos papos com a gente. Tem opinião pra tudo. Cheia de energia, não pára um segundo, muita saúde. Tem a risada mais linda do mundo. 
Essa é a minha menina Valentina. Parabéns, minha princesa. Mami e baba te amam muito, muito, muito!

Essas crianças têm super-poderes ou o quê?

Sexta-feira fomos até Abbotsford. Fica a cerca de uma hora de casa, e é bem mais frio por aquelas bandas do que em Vancouver.

Ganhamos ingressos para ver o espetáculo do Disney on Ice. Este ano o show é do Toy Story 3. Nem preciso dizer que a pequena amou, né?

Pois bem, saí mais cedo do trabalho, para poder estar lá à 6 da tarde e pegar os ingressos. Acontece que ninguém avisou que os portões só abriam às 6:30. E lá ficamos, meia-hora, plantados no frio e esperando os portões abrirem.

Eu, morrendo de frio, e o Kam, morrendo e meio. Valentina? Nem aí.

E a #menasmain aqui esqueceu de levar luvas pra ela. As mãozinhas g-e-l-a-d-a-s, já quase roxas e ela nem tchuns. Até coloquei minhas luvas nela, mas não ficaram nem 5 minutos. Arrancou tudo. E isso, porque nem queria ficar com o gorro.

Alguém me explica que super-poder é esse que essas crianças têm pra não sentir frio?

Frio? Que é isso? Sou canadense, oras!

O desfralde

Primeiro, foi por volta dos dois anos. Comprei um peniquinho, que ela adorava ficar pondo na cabeça. Mas na hora do vamos ver era um tal de tacar o penico pro outro lado do banheiro, dizendo que não queria. Resolvi deixar de lado e esperar o verão, quando ela teria 2 anos e meio.

Chegou o verão e, em agosto, começamos a tentar de novo, com as fraldas pull-ups da Dora e das Princesas Disney. Pra ajudar, comprei outro penico, o das Princesas, todo rosa.

Depois de ler “The No-Cry Potty Training Solution“, da Elizabeth Pantley, vi que ela estava me dando todos os sinais. Comprei alguns livros pra ela também:

O primeiro foi o “Lilly’s Potty“, sobre uma menininha que foge pela casa porque não quer ir ao banheiro, mas que no fim, vai e fica super feliz.

Depois, comprei um outro com fotos de menininhas e penicos/redutores reais. Ela adorou porque tem um monte de  “big girls” dizendo que não usam mais a fralda.

Fomos devargazinho… deixava ela com a pull-ups e alternava com a calcinha, em casa, aumentando o tempo com calcinha. Foi quando notei que ela quase nunca molhava a fralda à noite. Foi o sinal de que ela estava pronta!

De uma semana pra cá, acho que deu um “click” nela e simplesmente aposentamos qualquer fralda ou pull-up, nem pra dormir. E ela fica tão orgulhosa! :razz: :razz:

Agora, estamos saindo de casa sem fralda também. Já fomos no supermercado, sem acidentes! E realmente, quando a criança tá pronta, o desfralde é rápido, simples e não, não é sofrido.

É, minha menininha tá crescendo…..


 



É cada uma…

Cena 1:

Fiz pão de queijo em casa. Valentina, olhando as bolinhas na assadeira, decidiu que eram ovos.
Ela: Ovo!
Eu: Não, Valentina. É pão de queijo, não é ovo.
Ela: Páo queso?
Eu: Isso. Pão de queijo!
Ela: ovo queijo!
Eu: …..

 

Cena 2:

Com a chegada do friozinho, tirei do armário as meia-calças da Valentina, para que ela possa continuar usando os vestidos que tanto adora.

Mostrei pra ela e perguntei o que era isso. Ela disse que era calça.

Eu se não parecia uma meia. Ela olhou e disse “meia”.

Aí expliquei era uma meia-calça. Ela não teve dúvidas: todo dia pede pra pôr a “calça-meia”…. ;-)

Pavor de lavar a cabeça. O quê eu eu faço?

Cá estou eu precisando de ajuda com dona Valentina. De um tempo pra cá (quase 1 ano) tem sido cada vez mais difícil lavar a cabeça dela. Ela simplesmente tem um ataque de nervos toda vez que tento lavar. Não estou falando de manha simples, mas de pavor. Hoje mesmo, foi ela sentir a água encostando no cabelo dela, que ela PULOU da banheira, gritando, chorando muito, completamente agarrada em mim, tentando sair da banheira (escalando a parede). A muito custo consegui acalmá-la, mas não consegui lavar a cabeça. Já tentei um monte de coisas mas nada deu certo:

  • entro na banheira com ela pra tomarmos banho juntas
  • deixo ela lavar a minha cabeça
  • damos banho e lavamos a cabeça dos brinquedos dela
  • mostrei livros sobre o assunto (inclusive um que comprei semana passada sobre um bebê que adora banho mas chora na hora de lavar a cabeça)
  • mostro desenhos e comento quando o personagem favorito dela tá lavando a cabeça
  • uma amiga minha já tentou dar banho

E em todos os casos, só de comentar isso ela já fica completamente tensa, para de falar de falar na hora.

Ela tava dando trabalho pra entrar na banheira, agora melhorou, brinca numa boa no banho. O problema é na hora de lavar a cabeça. Hoje o stress foi tão grande que chorei de nervoso. Não sei mais o que eu faço.

 

UPDATE: Continuamos na mesma. Já tentei de tudo quanto é jeito, chuveirinho, chuveirão, baldinhos, deixar ela mesma molhar, o pai, outro banheiro, outro horário, conversar, mostrar vídeos, música, livros.

Da última vez, ela decidiu molhar o cabelo sozinha. Chorando HORRORES, mas molhou e passou o shampoo. Agora nem isso. Levei na piscina e se divertiu um monte, nem parece a mesma criança. Vai entender?

30 meses de muito amor

Esse pequena, que até outro dia desses mal ficava em pé sozinha, agora é toda independente:

- Dispensou o cadeirão. Adora sentar na cadeira do Baba e comer conosco. E Baba teve que mudar de lugar, rs.

- Ajuda a escolher entre a fralda ou a pull-ups. Estamos caminhando a passos de tartaruga por aqui no quesito do desfralde. Mas não tenho muita pressa, não. Deixo ela indo no ritmo dela.

- Está começaaaaaando a curtir (forçação no começando, detalhe) o “potty time”. O livro da menininha que foge pela casa pra não ir no banheiro tem ajudado bastante.

- Diz que “I want tirar blusa”. Tenta tirar, se rebola, dança pela sala toda, mas tira. E fica toda orgulhosa depois!

- Diz que quer comer “I want eu quero”: cucumber/pepino, banana, apple/maçã, yogurte. Assim, tudo misturado.

- Pega o iPad pra ligar pra vovó. “I want vovó″, e enche o iPad de abraços e beijos. Tá certo que a paixão dura 5 segundos antes dela sair correndo feito doida pela sala, mas ela adora a vovó.

- Tá uma delícia pra conversar. Fala tudo, tá sempre rindo e correndo. Haja energia! Ela diz que brincou na tia Noori, fala que quer ir passear, diz se caiu (por isso o roxo na perna), dá bom-dia e tchau pro Eithor, diz pro pai que “I miss you”.

- Falando em energia, vou te falar. Dá umas 7 da noite aqui em casa e essa menina sai correndo feito doida pela casa. E corre, e corre, e corre, e corre…

- Tem deixado escovar o dente direitinho. E ainda chama o pai pra ele escovar os dentes do irmão (err, do Eithor).

- Não tem dado piti pra ir dormir. Depois dos dentes escovados, fala boa-noite, dá beijinho e sobe na nossa cama. Tá certo que pode levar mais de uma hora até ela dormir de vez, mas sem escândalos.

- Tá usando a “peta” cada vez menos. Cortei durante o dia, só usa na soneca mesmo e à noite.  Até um tempo atrás, era a primeira coisa que ela pedia quando eu chegava na creche, agora já não pede mais. Quando pede, relembro que a peta é só pra dormir e ela diz “okei, mami”, antes de tentar o pai, claro.

- Aliás, estou me surpreendendo quanto a isso. Achei que fosse mais difícil dela se desapegar, mas estamos melhorando. Ontem, ela achou uma no caminho, chupou por 2 minutos e me entregou. Nem perguntou por ela até a hora de dormir.

Nem parece que tenho uma menininha de só 2 anos e meio aqui. Conta, pula, ri, corre, cheia de energia, sempre sorridente e cheia de opinião. Mas que delícia que é essa menininha aqui! ;-)

Coisas de Valentina

Kam: “Look at the ocean, Valentina! Do you like the ocean?”

Valentina: “no, baba! No ocean! It’s water!”

:razz: abraço, mordo ou dou um beijo?

Educação financeira, quem tem?

Você foi educado financeiramente? Quer dizer, além daquela mesada e do famoso “dinheiro não dá em árvore”, que mais seus pais lhe ensinaram?

Eu descobri que não sou educada financeiramente. Sei que não devo estourar meu cartão de crédito e sei que devo gastar dentro dos meus limites. Mais, e o que mais? Tenho uma dificuldade imensa em lembrar pagamentos, saber quanto estou devendo no banco, planejar pra fazer alguma coisa, como viajar.

Aqui em casa estamos passando por um momento de aperto. Mesmo não fazendo nada de extravagante, como viajar ou comer em locais caros, o dinheiro não está dando. Pagamos as contas e não sobra mais nada. Depois de muitos meses frustados com isso, resolvemos tomar as rédeas da situacão. A primeira coisa que fizemos foi contactar um consultor financeiro do Credit Counselling Society. É um serviço gratuito, onde o consultor analisa todos os seus gastos.

É importante ressaltar que uma conversa em casal antes da reunião é super importante. O próprio consultor mencionou o que tem casal que descobre “segredos” só nessas horas…
O nosso plano ficou assim:

1. Criar uma tabela com todos os gastos do mês. Pode ser uma tabela conjunta, pra família, como pode-se usar um desses aplicativos disponíveis para iphone, ipad e android. O importante aqui é criar o hábito de anotar tudo o que a gente gasta, desde aquele cafezinho no intervalo do trabalho, até as contas de todo mês.
É chato? É. É difícil de lembrar? Sim. Mas a gente acostuma. O Kam faz isso há anos e eu comecei no mês passado.

2. Reveja seus gastos. Tá devendo no cartão mas tem separado dinheiro pra poupança? Pare de ecomomizar na poupança e use o dinheiro pra pagar o cartão. A interrupção será por uns meses, mas no final vai ser uma dívida a menos pra te tirar o sono.

3. Aquele café não precisa ser cortado. Mas dá pra diminuir. Aqui em casa, o que eu fiz foi comprar uma cafeteira (daquelas de cápsulas) e faço meu café com leite pro trabalho. Uma vez na semana eu me dou um café fora. E dá pra pegar um tamanho menor, né?

Ainda assim continua devendo? Veja os gastos do parceiro. Se ele/ela puder contribuir no pagamento da dívida, tanto melhor. Contanto, porém, que não fique ressentimentos do tipo “estou cortando o MEU café pra pagar a SUA dívida”. Segundo o consultor, é o que mais acontece: casal fica com ressentimentos, gerando problemas afetivos e quando se vê, o casamento acabou por causa dessas dívidas.

4. Cartão de crédito: precisa mesmo ter a carteira recheada de cartão de todas as bandeiras? Se contarmos os cartões que temos, o limite dá quase o dobro do meu salário anual. Preciso mesmo de uma dívida deste tamanho? Cortamos os cartões e deixamos o básico, dando preferência aos que tem taxa de juros mais baixa. Por exemplo, aqui varia entre 5,99% e 20% ao ano, da mesma bandeira, só muda o banco emissor.

O meu objetivo aqui é poder eliminar as dívidas e conseguir economizar um dinheirinho pra ir Brasil…. Quem sabe ano que vem não estou tomando sol em terras brasilis? :-)

A lição que eu tirei da consulta foi que ainda tenho muito a aprender e que quero que a Valentina tenha mais sorte nesse sentido. Pai e mãe financeiramente educados tem mais chances de ter filhos financeiramente inteligentes. O que a gente não quer é que ela aprenda isso na porrada como nós.

O bebê e o colo

‎”Pense no bebê como alguém que acabou de chegar de uma viagem muito desgastante, que está confuso e preocupado em saber se vai conseguir se adaptar, encontrar amigos, ser aceito. O colo seria para o bebê como uma afirmação de que ele pode contar com aquela pessoa. O colo é uma declaração de amor e amizade. É como chegar para um amigo adulto e dizer: “pode contar comigo quanto precisar. Eu estou aqui.”

Think about the baby as someone who had just arrived from a very exhausting trip, is confused and worried to know if he will be able to adapt, find new friends, be accepted. Holding your baby means to him that he can count on you. Your arms are a declaration of love and friendship. It is like go to your adult friend and say: “you can count on me when you need. I am here”.

Dia Internacional das Mulheres

E hoje é dia de Blogagem Coletiva das Mães Internacionais!

Hoje é o dia das Mulheres.
Sabe porque temos um dia só para nós? Porque somos diferentes. Somos fortes e frágeis ao mesmo tempo.  Enfrentamos todos os obstáculos, mesmo que depois a gente desmorone…
Nossas lágrimas são a nossa força para seguir em frente.  Rimos de nós mesmas. Fazemos amizades pelo resto da vida. Temos sempre um ombro, ou dois, para alguém. Somos mães, companheiras.
Somos MULHERES!!!!

FELIZ DIAS DAS MULHERES!

 

Porque hoje é o dia de todas nós

 

Minha filha fala valentinês

Hoje cedo, quando fui acordar a baixinha:
-Vamos pra casa da “tia” Noori (creche)?
-Não
-Vamos ver a Bella?
-Não
-Vamos ver a Danika?
-Não, tekiú (não, thank you)
-Vamos ver a tia Noori?
-Idonwanit! (I don’t want it!)
-E a Aram? Você vai brincar com a Aram?
-Idonlikit! (I don’t like it!)
Mal-humor de manhã que só! Não sei de quem ela puxou… eu odeio acordar cedo, mas acordo de bom humor. Sonolenta, sempre. Mal-humor, não.
Em compensação, chega no final de semana, ela acorda cedo, claro, vem pro meu quarto e me chama: “mamiii, teikapi!” (wake up)….:cool:

• um nome: Fernanda
• umα dαtα: 17/09/1980
• um lugαr: meu cantinho
• meus olhos: pensativos
• pior coisa: ver minha filha com dor
• meu cabelo: castanho, queria que fosse mais cheio
• um desejo: poder estar sempre em casa com minha pequena
• umα cor: vermelha
• umα pessoα: Valentina
• um diα dα semanα: sábado
• um número: 8
• umα letrα: F
• um time: Brasil
• uma paixão: Kamran, meu marido
• um sentimento: paz
• umα cidade: Vancouver/ Port Moody, daqui não saio, daqui ninguém me tira
• um gesto: doar
• umα estαção: primavera
• sol ou luα: lua
• chiclete ou bαlα: chiclete
• piscinα ou praiα: praia
• diα ou noite: noite
• escada ou elevador: elevador, já basta ficar correndo atrás da Valentina-ligada-nos-220v
• um animαl: cachorro
• o pior sentimento: rancor

O filho dos outros

Você ouve sua amiga falar dos filhos quinhentas vezes por dia. E nas quinhentas vezes, você dá algum palpite, lembrando de como sua mãe fez com você, com sua irmã, ou como a tia da filha da vizinha trata os afilhados do ex-marido.
Acha que sabe tuuuudo. Afinal de contas, criança é tudo fácil, né? Quando você era pequena, não tinha destas de “estilo de criação” isso ou aquilo, milhares de fóruns no Orkut para discutir se o castigo A é melhor que o B e se não vai criar traumas. Trauma? Que é isso? “Na minha época”, pensa, era tudo muito mais fácil. A gente ia pra escola, voltava pra casa, fazia a lição e dá-lhe TV o resto da tarde.
Tudo bem que de vez em quando tinha uma natação aqui, uma aula de inglês ali, mas era tão raro isso! Aí você escuta sua amiga falar, pela 500a. vez, que a filha mostrou a língua, mas que não queria brigar com ela pra menina não ficar traumatizada.
[...acelera o relógio em uns 10 anos...]
Um dia, você se descobre grávida. Tá, nem foi tanta surpresa. Você já tava casada/juntada há uns anos, estavam planejando e já tinham mandado a camisinha e a pílula pras cucuias. Mas enfim, você se descobre grávida.
E descobre que não entende nada de gravidez nem bebês. E aqueles conselhos todos que você dava praquela amiga? Esqueceu tudo, passou branquinho!
Começa a devorar quinze mil livros sobre gravidez semana-a-semana. Todos falam a mesma coisa: “a partir da 6a. semana começam os enjôos”; “você entrou no 2o. trimestre de gravidez e os enjôos são coisa do passado” (embora a lata de lixo do trabalho continue a ser a sua melhor amiga de manhã).
Conforme as semanas vão passando, passa a devorar quinze mil livros sobre parto e cuidados com o recém-nascido. Entra em pânico porque descobre que nunca fez idéia de como se limpa umbigo de bebê. Fralda? Xi….
Aí chega o bebê, bebê cresce e vira uma criança. Aos dois anos é praticamente independente. Sabe abrir a geladeira e pegar o pote de iogurte pra te dar. Aprendeu a pôr a bota de chuva e o casaco. Dá tchau pra você e sabe abrir a porta. Dá aqui a pouco já tá até pedindo a chave do carro, antes dos três anos, claro.
E com a chegada do bebê, você passa a ligar pras suas amigas 500 vezes ao dia contando tudo que ela fez. Ela sorriu pra mim, conta, emocionada com o primeiro sorriso do bebê. Ela aprendeu a morder o pé. Ela fez xixi na casa toda. Sim, porque amiga que é amiga tem ouvido pras coisas mais escatológicas que sejam, desde que vindos do bebê, porque ninguém merece ouvir que você teve uma diarréia de perder 10kgs em duas horas.
E todos aqueles conselhos que você dava antes, agora parecem horríveis. “Não deixa muito no colo não senão a criança fica viciada e NUNCA mais vai querer outra coisa”. “Nossa, ela dorme com você? Conheço adolescente que dorme com os pais e nunca dormiu no próprio quarto!”.
Com a chegada dela, você descobre que tem intuição e que nunca consegue ficar longe dela. Sofre horrores quando resolve colocá-la na caminha dela (sim, a caminha que ela adora e dorme a noite inteirinha), porque os roxos nos braços depois de uma noite insone numa cama com três pessoas já não parecem tão atrativos.
Descobre que aquele berço que fez tanta questão de comprar não serviu pra quase nada. Foi um ótimo porta-roupa. A idéia de que bebê tem que dormir no próprio berço desde pequenininho lhe parece tão errada que não entende nem como é que pôde pensar assim.
E enquanto o bebê cresce, toda uma série de idéias pré-concebidas e palpites descabidos vão mudando e você vai se tornando uma mãe totalmente diferente daquela que imaginava que seria, dez anos antes.
Sim, agora é sua vez de falar pras suas amigas tudo que sua filha fez durante o dia. E ouvir os conselhos, os palpites, as dúvidas, tal qual dez anos antes. E o melhor, isso sempre com um sorriso no rosto.
A amiga? Continua te ligando quinhentas vezes ao dia para contar das peripécias dos filhos, agora já triplicados.

Cortei o cabelo da minha filha

Tivemos um “acidente” dia destes e precisei fazer uma franja nela. Ficou aquela coisa linda de mãe com coordenação motora zero. :razz:

Claro que salvei, né?

Mamãe, eu te amo, mas não corta meu cabelo sozinha de novo, não, tá?

Aí hoje criei coragem e fomos pro cabelereiro pela primeira vez na vida. E não é que ela nem chorou?

Terminando de cortar... ainda tava de bom humor!

Ai, eu sofro

Tô me preparando pra ir deitar, agora há pouco, quando vejo, atrás da mesa de jantar umas “coisas esquisitas”. Cegueta e sem óculos, achei que eram folhas secas (pensa!). Fui ver e vi que tinha sido premiada. Tinha cocô espalhado no chão, na parede, no rodapé branco!!

Aaaaaaaaaarghhhhhhhhhhh!

A Valentina tinha feito um cocô imenso no final do dia, que realmente, saiu da fralda (e sujou a capa do sofá que eu lavei ontem). Mas daí a ir parar cocô do outro lado da sala?
Ou vazou um monte e eu não vi ou, ECA, ela mesma tirou.

Agora, quase meia-noite, voltando pro trabalho depois das férias no dia seguinte, ninguém merece ficar passando pano na sala pra tirar cocô seco. ECA ECA ECA ECA ECA ECA!