Tempo de primavera

Nunca, em 10 anos, acho que tivemos uma primavera tão ensolarada e seca como a deste ano. Deu final de março e já se via as flores pelas ruas. Como estou sem câmera, tiro foto com telefone mesmo. A vantagem é que dá pra compartilhar na hora, né?

Cerejeiras, tulipas, magnólias, rosas. Todas as cores, todas as formas, uma mais linda que a outra.

Agora mesmo, estou no trem a caminho de casa e a beleza do caminho é incrível. Água de um lado, um parque, e a montanha cheia de árvores (e um pouco de neve no topo!) do outro. E o sol batendo. É nessas horas que eu vejo como sou abençoada de morar aqui. Esses dias lindos compensam a chuva do resto do ano, com certeza (apesar da gente reclamar disso, claro).

De uma semana pra cá, a Valentina tem pedido pra ir pra creche de shorts. Tá sol, mas tá frio, né? Tanto pediu que hoje eu cedi e deixei ela escolher. Acho que ela nunca foi tão feliz pra creche (tirando os dias que ela vai de princesa). E lá estava ela: shorts, camiseta que ELA escolheu na loja, boné, casaco e mochila. Parecia uma adolescente e tão linda!

Definitivamente sol faz pra bem pra alma.

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Tempo de céu cheio de flores

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Foto by Valentina :)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Tempo de cerejeiras

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Tempo dos pássaros voltarem

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Tempo de novos brotinhos nascerem

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Tempo de rosas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Tempo de magnólias

 

 

Vamos passear?

A Ana e a Madame já mostraram o pedacinho delas de Vancouver. Agora é a minha vez! ;-)

Eu moro no interiorrrrrr, ou nos suburbs, como dizem por aqui.  Pra ir pro trabalho, normalmente vou dirigindo pois tenho que deixar a pequena na creche antes. Como ontem teve muuuuita neve por estas bandas e eu não sei dirigir na neve, resolvi ir de trem. Sim, trem, com condutor e tudo.

O West Coast Express é uma linha de trem que liga downtown Vancouver até Mission. O trajeto total leva 75 minutos. De Port Moody até o centro são apenas 25 minutos. São 4 trens de manhã e 5 trens no final do dia, apenas. É chamado por aqui do “trem dos engravatados”, pois,diferentemente do skytrain, é só o pessoal que vai pra downtown trabalhar e depois volta pra casa, sem a muvuca que se vê nos ônibus e no skytrain. Tem mesinhas pro laptop, um coffee shop dentro do trem, banheiros limpos.

Voltando ao passeio:

Cheguei na estação. O estacionamento custa $3 por dia.

Os microônibus deixando os passageiros

Olha ele aí!

Dá até ficar jogando enquanto não chega no trabalho

Chegando na Waterfront Station. Essa passarela vai pro seabus, pra North Vancouver

Waterfront Station é a ligação para o Seabus, Skytrain e ônibus

Pra economizar tempo e sola de sapato, pego um atalho no skytrain

Destino final: Burrard Station

Passeios

Tanta coisa acontecendo aqui na cidade!

Pra quem tem crianças, aqui vão algumas sugestões:

Swap Meet – 17/4 e 18/4, das 9h às 13h
Troca e venda de roupas, brinquedos, livros e equipamentos esportivos que as crianças não usam mais. Dá pra aproveitar bastante e sair com muita coisa boa, mas claro que tem que pesquisar antes!
Onde: 300 Ioco Road, Port Moody, Port Moody Rec. Centre

Baby & Me Hiking Club – Toda 5a. feira até 10/06 – 10:30 às 12h
Clube de caminhada para novas mamães e bebês (grávidas também são bem-vindas) para aproveitar passeios guiados em locais maravilhosos. As caminhadas são de nível moderado e as mães devem ficar confortáveis carregando os bebês em cangurus ou slings por pelo menos 90 minutos. Grávidas devem ter preparo físico e permissão de seus médicos antes de começar. Carrinhos não podem ser usados. $10/pessoa por série
Onde: Belcarra Regional Park, Port Moody – 604-432-6359.

Playland Abre!! – de 24/04 a 27/06
Parque de diversões para todas as idades abre no final de abril para a temporada de verão.
Onde: Hastings St & Renfrew St, Vancouver – www.pne.ca

Crème de la Crème Baby – 02/05 – das 11h às 16h
Evento exclusivo, apresentando os produtos mais luxuosos e serviços para as crianças e pais.
Mesmo que você for mãe ou pai pobre (tipo eu, rs rs), dá pra visitar, nem que seja só pra ficar na vontade…
Onde: Roundhouse Community Centre, Vancouver – www.cremedelacreme.ca

Aaaah, o verão….

E que verão diferente tem sido esse? Quente, gostoso, cheio de coisa pra fazer, podendo aproveitar cada momento com dona Valentina a tiracolo.

E isto é priceless. E pensar que em poucos meses ela vai deixar de me ver o tempo todo, não vou poder ver porque tá chorando, se tá dormindo direitinho, ver o sorriso lindo o tempo todo. Em dezembro eu volto pro trabalho e ela vai pra creche. Já achamos uma… é uma senhora iraniana. Então Valentina vai poder ouvir farsi e comer comida persa, já que só tem o Kam como referência pra ela, né?

De brasileiro, tem um mooooonte de gente boa… :)

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Mas voltando ao assunto. Estou amando. Vamos pro parque o tempo todo e cada vez é um parque diferente. Criamos um grupo tão gostoso de mamães brasileiras e o legal é que quase todo mundo mora aqui perto, em Port Moody ou Coquitlam. Claro que tem as teimosas em Burnaby, em downtown e até North Van.

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Hoje por exemplo, fomos pra White Pine Beach. Uma delícia, super quente, Valentina experimentou a água lá pela primeira vez, ficou sentadinha brincando com o Thiago. Conseguimos um lugar com sombra pros bebês, então foi beem tranquilo. Imaginem umas 12 mães e seus respectivos filhotes: tem muuuuita criança linda. Pena que não deu pra tirar foto de todo mundo. Aliás, pena não. Se não deu, é porque tava todo mundo brincando na areia, na água… muito melhor, né?

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Por que querem que o bebê cresça tão rápido?

Começou de maneira inocente: “Ela tá com cólica, só pode. Tem que dar chazinho”, com 1 semana de vida. Depois, “Ela já dorme a noite toda?”, com 1 mês.

A cada conquista da baixinha, uma pergunta a mais. Quando ela começou a firmar a cabeça, “já tá sentando sozinha”. Quando começou a dormir mais, “já sabe dormir sozinha?”. Quando fez 4 meses, “já começou a dar papinha?”.

E por aí: “Ela já rola?”, “ela já come? “, “já deu papinha, chazinho, suquinho?”.

Às vezes fica parecendo que o bebê não pode ser bebê. Tem que ser como um filhote de cavalo que, ao nascer, já sai correndo com as próprias pernas. Esquecem que o bebê – humano – é único. É totalmente dependente e seu desenvolvimento leva um tempo. Não dá pra esperar que um bebê durma a noite toda ou siga uma rotina quando é recém-nascido. Fisiologicamente é impossível para eles (se você tivesse um estômago menor que uma uva, também iria acordar a cada 2 horas pra comer, né?).

Todo mundo diz, “aproveita que ela cresce rápido”, “aproveita enquanto ela ainda é pequena”, mas ao mesmo tempo, parece que todos querem que ela cresça antes do tempo. Com 4 meses, tem que comer, beber outras coisas além de leite (seja materno ou fórmula), rolar, sentar sozinha, dormir a noite toda, aprender que “manha não funciona” (como se um bebê dessa idade soubesse o que é isso), ser independente e não ficar grudado no colo. Ah, não esqueça da r-o-t-i-n-a. Sim, bebê que se preze tem que ter rotina antes de sair da maternidade “senão a mãe fica escrava das manhas”.

Aos poucos, vamos aprendendo a criar filtro e eliminando as intromissões desnecessárias.

Apesar de tudo isso, o bebê cresce, claro. Valentina fez 4 meses, tá ficando cheia de dobrinhas, cada dia mais esperta. Mas claro, não basta rolar de um lado. TEM que rolar dos dois lados, “como assim ainda não rola?”.

Minha filha tem seu tempo. Ela segura a cabeça sozinha e super bem, tá sentando com pouquíssimo apoio, sorri pra todo mundo, tá virando (DE UM LADO), segura os brinquedos, sabe que vai comer ao ver o babador, ajuda a segurar a mamadeira ou o peito, está dormindo de 7 a 9 horas seguidas à noite, presta atenção na conversa, fica tagarelando -do jeito dela- o dia todo, adora banho e mais um monte de outras coisinhas lindas que aparecem a cada dia.

Mas isso tudo não é o suficiente. “Será que ela vai falar cedo?”, “ela vai engatinhar logo”, “os dentinhos estão nascendo, olha a baba”, “já tá na hora de dar suco pra essa menina”. Para quê tanta pressa, eu pergunto?

Quando for a hora ela vai engatinhar, andar, falar, ter dente, comer comida. E eu quero aproveitar cada minutinho dessa vidinha tão nova. Me maravilhar com o presente, ver cada conquista da baixinha. Acertar o alvo ao tentar pegar o brinquedo, sentar. Coisas tão banais para nós, adultos, e tão árduas para eles.

Valentina tá crescendo :cool:. Tenho já saudades de quando ela era recém-nascida. Cada choro, movimento, minuto, tentando descobrir quem ela era. Mas estou vendo a pequena se desenvolver, ganhar peso, ficar cada dia mais “conectada” à nós. Sei os seus choros, sei quando é fome ou sono. Ou apenas cansaço ou querendo fazer algo diferente (como sentar!). Como é bom acordar de manhã e ser recebida com um sorriso tão inocente!

Sim, ela vai fazer tudo o que me perguntam hoje. Quando? Não sei. Em 1 mês, em 6 meses, quem sou eu para forçar o crescimento dela?

Por que querem que o bebê cresça tão rápido? Aparentemente porque, segundo alguns, bebês não podem ser bebês. São mini-adultos que têm que “entrar na rotina da casa” desde cedo, não podem fazer manha, devem ser deixados chorando para aprender a dormir sozinhos e por aí vai.

Um bebê é só um bebê. Ou alguém já viu algum adolescente chorando desconsolado porque os pais resolveram ir ao cinema num sábado à tarde? Ou um universitário usando fraldas, mamando e usando chupeta? :wink:

Mãe, eu ainda vou ser maior que você, viu?

Mãe, eu ainda vou ser maior que você, viu?

Finalmente, a carteira de motorista

Pra quem me conhece, sabe que eu fiz a prova prática 5 vezes. Pois é, tudo isso. Obviamente, faltou um pouco de empenho/conhecimento/paciência da minha parte. Mas o teste é chato.

Acho que muuuito tempo atrás, fiz um post sobre como tirar a carteira de habilitação aqui em BC.

Vamos começar de novo?

A carteira brasileira, posso usar?
Sim, com algumas observações:
1) Residentes permanentes podem dirigir usando a CNH durante os 3 primeiros meses após a chegada.
2) Turistas, estudantes, trabalhadores (vistos temporários) podem usar a CNH por 6 meses.

Já estou aqui há mais de 3 meses, o que tenho que fazer?
A primeira coisa é se dirigir à um escritório do ICBC (Insurance Corporation of British Columbia), que é o departamento responsável pela emissão das carteiras.
De posse de 2 identificações (passaporte e PR card, por exemplo), você apresenta a CNH brasileira. Se tiver sorte, como eu, não haverá necessidade de tradução nem legalização da carteira. Você vai receber um livro (“Roadsense for drivers) sobre as regras de direção daqui. Recomendo ler pois tem muita coisa bem diferente do Brasil.
Se tudo tiver ok, você poderá fazer o teste teórico (knowledge test). Não precisa marcar horário e o valor é de CAD$15. Para passar é necessário ter 80% de acertos. Uma coisa muito boa é fazer o simulado online, no próprio site do ICBC.  Pode fazer quantas vezes quiser.
No dia da prova, caso você passe, eles retêm a sua CNH e só devolvem quando você for aprovado no teste prático. Você recebe uma carteira provisória, que te permite dirigir com outro motorista habilitado acompanhando.

Depois de passar, você já pode marcar o teste de direção. Mas aí que vem a parte chata da história.
Muitas regrinhas são diferentes para nós, como o shoulder check (virar o rosto antes de mudar de faixa ou virar à direita), virar à esquerda nos cruzamentos, entrar em rodovia. Além do limite de velocidade, que é bem mais baixo do que eu pelo menos estava acostumada em São Paulo (50km/hr para grande parte, 30km/hr para áreas escolares, 90km/hr na rodovia.

Nas duas primeiras vezes que fiz o road test, não estava preparada. Faltou treino, confiança e maior conhecimento das regras daqui. Acabei desencanando, minha carta provisória venceu e não pensei mais no assunto até engravidar.

Ano passado enrolei até onde pude e no final do ano passado resolvi levar a sério.

Passei no knowledge test e antes de marcar o road test, decidi que faria aulas. Peguei essa empresa, Valley Driving School, fiz o teste 2x com eles. Não gostei muito do instrutor, deu cano algumas vezes e não tinha muita didática pra ensinar. Como não conhecia ninguém mais fiquei. Após ser reprovada pela 2a. vez com eles fui atrás de outro professor.

Na Associação de Brasileiros tinha o cartão deste outro instrutor. Descobri que a Lucy, minha vizinha, fez aula com ele e passou. Ela gostou bastante dele e resolvi tentar.

Gostei muito dele. Simpático, paciente e explicou direitinho o que eu tinha que fazer, onde estava errando e porquê. Fiz 2 horas de aula no sábado e mais 3 horas antes da prova. Deu certo! :grin::mrgreen:A prova em si foi bem tranquila (talvez por eu estar mais tranquila também) e não tive maiores dificuldades. Agora outra amiga minha, a Marcella tá fazendo aula com ele e vai passar, sim, com certeza. Para fazer a prova, o valor é de CAD$50 e em caso de reprovação, tem que esperar 15 dias pra poder fazer de novo. Caso você passe, o valor da carta é de CAD$31. A carta será válida por 2 anos, por ser a primeira e depois basta renovar e então, ela será válida por 5 anos.

Depois que passei, voltei no escritório do ICBC onde estava a minha CNH e já peguei de volta. Agora posso também dirigir no Brasil, sem problemas.:grin::razz:

Pra quem está tirando a carteira canadense em Vancouver e região, segue o contato dele:
Maurício García (mexicano) – 604-451-7441 ou 604-3347

Mamãe canguru (ou “reaprendendo a andar pela cidade”)

Já que ainda não tenho carteira de motorista, tenho que depender de ônibus pras minhas bateções de perna com a Valentina. Alguns lembram do rolo que foi logo na primeira vez, né?

Bom, depois disso resolvi que não vou mais pegar aquela linha se o ônibus for do modelo antigo, com degraus. Tem certas coisas que não dá pra estressar. Nisso eu tenho duas opções: pegar outra linha que me deixa no skytrain ou carregar a baixinha no canguru.

Semana passada experimentei a façanha. Fui até downtown visitar uma amiga e carregando a Valentina a tiracolo, literalmente. Apesar do cansaço depois, até que é gostoso ir com ela agarradinha. :-)

Agora, uma coisa que eu notei: o quanto um bebê faz com as pessoas sejam mais educadas. Quando estava grávida, muito raramente alguém me dava lugar. Com o carrinho, então, o povo até faz careta porque tem que levantar dos bancos especiais. Agora, com o canguru, todo mundo queria me dar lugar. Ônibus lotado (quem conhece a linha #22 MacDonald sabe do que estou falando) e várias pessoas (até uma velhinha!) levantaram-se pra me dar lugar.

Pra compensar, hoje que eu queria ter ido de canguru, não deu, pois ia me encontrar com o Kam no final do dia pra voltarmos de carro. Mas eu juro que nunca desejei tanto não usar o carrinho…. pra começar o elevador estava travado pois tinha gente se mudando. Lá vou eu deixar o carrinho em casa, descer as escadas, procurar a mulher, subir de novo, pegar o carrinho pra perder o ônibus por 1 minuto. Passa o segundo ônibus: é dos antigos, raios. Espera mais um. Finalmente. Consegui chegar no skytrain. Quase chegando em downtown, entra um pai com duas crianças, sendo que o mais novo estava dentro do carrinho IMENSO (sabe aqueles de 3 rodinhas? Imagina a versão monster daquilo) que só fazia atravancar tudo. Chego na Granville Station e onde raios é o elevador? Lááááá do outro lado e vou ter que dar a volta no quarteirão depois. Ai.

Tô no shopping, já visitei as lojas que eu queria mas aí resolvi dar uma passada na loja da Apple. Coisa simples, só que fica no 2o. andar. Cadê elevador? Taca procurar elevador que, claro, tava lááááááááá do outro lado também….

Amanhã quero ir na Toys’r'Us e vou de canguru, tá decidido. Não tô afim de me estressar procurando ônibus decente, nem nada…

Certas coisas me tiram do sério…

Semana passada fomos para downtown de ônibus, Valentina, Kam e eu. Como ele voltou a trabalhar esta semana e eu (ainda) não tenho carta, vou depender de transporte coletivo pra ir pra cima e pra baixo com a baixinha.

Os ônibus aqui são equipados com lift (espécie de elevador) ou rampa, próprios para cadeiras de rodas e carrinhos de bebê. Há espaço reservado e normalmente as pessoas respeitam.

Como foi a primeira vez que eu estava pegando ônibus com a Valentina, o Kam resolveu ir comigo para vermos como é, se é viável, seguro, etc.

O problema começou antes mesmo de entrarmos no ônibus pois o motorista simplesmente se recusou a baixar o lift para mim, pois segundo ele “como estamos em dois”, podemos muito bem levantar o carrinho dois degraus acima, sendo que eu ainda estou me recuperando do parto, detalhe. No começo achamos que lift estava quebrado ou algo assim para o motorista não baixar. Quando chegamos em downtown, o Kam perguntou pra ele o motivo e ele disse que o Kam, como meu marido, “tem a obrigação” de carregar o carrinho. Fala sério! :@

Obviamente que o Kam virou bicho, né? Os dois começaram a discutir até o Kam ameaçar chamar a polícia pois o cara não parava de gritar e xingar. Quando finalmente resolveu baixar o raio do lift (que é só apertar um botão e leva 1 minuto, se muito!!!), ele virou para os outros passageiros e soltou a pérola: “senhores passageiros, nós iremos demorar mais do que o planejado pois ele (Kam) não quer ajudar a mulher e eu terei que baixar o lift” e ainda mostrou “as costas” pro Kam. Só sei que o Kam ficou xingando ele no meio da rua pra todo mundo ouvir.

Gente, a Valentina só tem 1 mês e meio! Ainda não tem o menor controle do pescoço e da cabeça. E se algo acontecesse quando estávamos levantando o carrinho, quem seria responsável??? Ficamos tão bravos que, ao chegarmos em casa, ligamos pra Translink e deixamos recado reclamando do cara. E mandamos também um email pelo form disponível no site e ainda mandamos uma carta de quase 4 páginas, registrada, para o Board da Translink, diretamente para o responsável pela segurança no transporte.

Pelo menos já tive retorno da Translink sobre a reclamação. Passei todos os dados -horário que pegamos o ônibus, número do ponto, número do ônibus, descrição do motorista, o que aconteceu- e eles ficaram de repassar para o supervisor da área em que a linha circula. Entre 7 e 10 dias devo ter uma posição sobre isso. E quer saber? Tomara que este cara seja demitido. É o mínimo, né?

Pra compensar, no mesmo dia pegamos outro ônibus e o motorista foi SUPER prestativo. Baixou o lift sem termos que pedir, cumprimentou com um bom dia, sorriso no ônibus e me ajudou a sair. E sobre este motorista, eu fiz questão de falar quando fiz a reclamação. Quando o serviço é bom, acho que devemos sempre falar pois pra reclamar é um 1 segundo mas são raras as vezes que ouvimos alguém elogiar, né?

Amanhã pego ônibus de novo, quero só ver como vai ser….

Agora eu acredito…

São 10h30 da noite e está nevando.

É abril.

É Vancouver.

É primavera.

What the hell?

Abertura do Consulado-Geral do Brasil em Vancouver

Está sendo instalado o Consulado-Geral do Brasil em Vancouver, British Columbia, chefiado pelo Embaixador Fernando Jacques de Magalhães Pimenta.
O novo Consulado-Geral terá jurisdição sobre as províncias de British Columbia, Alberta, Saskatchewan, Yukon e Northwest Territories.
O Consulado-Geral do Brasil em Vancouver funcionará no seguinte endereço: 666 Burrard Street.
O Consulado-Geral está funcionando provisoriamente no Hyatt Hotel, 655 Burrard Street, Vancouver, BC, tel (604) 683.1234 nº 2712.

Correção: já está no endereço novo. Abre oficialmente no dia 6 de feveireiro.
No entanto, para efeitos de elaboração de documentos de viagem (passaportes), atos notariais e concessão de vistos, o Consulado-Geral do Brasil em Vancouver somente estará operacional no início de 2008.
Até o pleno funcionamento daquela repartição consular, o Consulado-Geral do Brasil em Toronto continuará responsável por esses serviços consulares.

Fonte: Consulado-Geral do Brasil em Toronto

Requeijão, goiabada e outras coisas gostosas

Quem me conhece sabe que amo requeijão, pão de queijo e outras coisinhas engordativas (mas que são deliciosas).

Nunca me conforme com o fato de não ter requeijão nestas terras. Porém, como sou brasileira e não desisto nunca, sempre procurei por algo que fosse, ao menos, parecido.
Após quase 5 anos de busca, seguindo a dica de uma outra brasileira, finalmente achei requeijão. Sim, não é cream cheese, não é “parecido” e sim, o tal. Em copo de vidro até!

requeijao.jpg

Bom, o lugar que eu costumava ir comprar não tem mais (e era logo aqui do lado de casa!)… então fiquei na seca por uns meses. Cada vez que eu entrava numa destas lojinhas de produtos árabes e mediterrâneos, ficava procurando sem sorte.
Até lembrar que tenho uma colega de trabalho, a Kholood -da Palestina, que saberia me dizer. Afinal, notei que só achava requeijão em lojas árabes, que vendam comida halal (religiosas). E graças ao São Google, descobri que a marca do tal do requeijão é dinamarquesa, mas são voltados para os países do Oriente Médio. Só não descobri ainda quais são os pratos que levam requeijão praquelas terras.

Enfim, depois de amargar 10 minutos até o skytrain, 35 minutos de downtown até New Westminster e depois mais uns 20 minutos da estação até loja propriamente dita, consegui comprar o requeijão e ainda levar mais 3 potes que eram encomenda. E claro, acabei comprando umas coisinhas super gostosas, como ameixas iranianas, uma bebida de iogurte com soda e sal (que eu odeio mas o Kam ama).

Isto foi 2 semanas atrás. Aí ontem fui com a Fernanda (a outra Fernanda, não eu) até a lojinha, já com encomenda pra mais 2 potes pra Andrea e 2 pra mim. O dono da lojinha só tinha 4 potes (lucky me!), mas prometeu trazer mais esta semana. Claro, comprei mais coisinhas pra casa. De lá, fomos pra padaria portuguesa, na Rupert Street, onde comprei goiabada (tem coisa melhor pra comer com requeijão?) e terminamos nosso passeio gastronômico no Raviolino (loja italiana, indicação ótima da Andrea).

Posso só dizer uma coisa? Valeu muuuito a pena! :-)

Agora, o endereço?
Ask me! :-P

nossa, que post imenso só pra dizer que achei requeijão!

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