Novidades e dicas sobre o sistema de saúde em BC

No Brasil, ao fazermos exames laboratoriais, o paciente normalmente é o responsável por pegar os resultados e levar ao médico.

Aqui é diferente. Você vai, faz seu exame de sangue e se algo der diferente, o médico vai te ligar pra marcar horário. Se ninguém te ligar é porque deu tudo normal.

Até pouco tempo atrás, nós, pacientes, não tínhamos acesso aos exames. Ficava tudo nas mãos do médico. Agora tem uma opção

A empresa que disponibiliza os dados eletronicamente para os médicos, abriu essa opção para os pacientes. Como funciona? É simples.

Após sair do laboratório (num prazo de até 10 dias após o exame), você vai no site deles (my ehealth.com), e preenche os dados necessários. É preciso ter o cartão de saúde (carecard number) e endereço válido.  Eles vão te enviar, por correio, a senha para terminar o cadastro.

Uma vez com o cadastro pronto, você recebe seus exames de sangue em tempo real no site deles. Eu fiz um de manhã e a tarde já tinham os resultados postados. Dá pra salvar e imprimir, permitindo um maior controle da sua saúde, principalmente pra quem depende dos médicos nas walk-in clinics (onde o médico pode mudar a qualquer hora).

Outra dia importante é pra exames de imagens. Em qualquer hospital aqui, ao fazer seu raio-x, ressonância, é possível pedir cópia do relatório e das imagens. Normalmente não há custo ou só o custo do correio. Se preferir, dá pra pegar lá no hospital mesmo e leva cerca de 1 semana pra ficar pronto.

E quando o filho fica doente…

E Valentina ficou doente essa semana. Começou com febre, com picos de 39 graus. Me ligaram da creche na 2a. feira porque ela não parava de chorar. Na 3a. feira, consegui levar na médica: “a garganta não tá com pus, deve ser virose, mas vamos fazer exame”… e mais febre e tylenol a cada 4 horas.

Na 5a. feira, no final do dia, me ligam do médico. É, precisa de antibiótico… como se eu já não soubesse. Volta no médico de novo, pega receita (e ainda tem que ouvir do trabalho, porque “estou na rua”…aff). E no sábado, ela já tava melhor, sem febre e a gente planejando o churrasco com amigos no domingo.

Foi uma semana sem dormir à noite, monitorando a febre e a paciência elevada a quinquagésima potência pra lidar com o mal-humor, o choro e o grude. Um “a” mal falado era motivo  pra explosão de choro. Bom, quando a gente tá doente, ficamos de mal-humor e soltando patata, né? Ela, do mesmo jeito, só que no choro. O que os canadenses chamam de “meltdown”.

E quando tudo parecia melhor, quem fica doente? Eu, claro. Depois de dias grudada na Valentina, era só o que podia acontecer… 39 de febre, tylenol não tá fazendo efeito e a garganta ruim. Vou pro hospital e o médico diz que é virose porque não tem pus na garganta, mesmo depois de todo o histórico… resultado? tenho que ligar amanhã pra médica pra ver se é virose mesmo ou não.

De tudo um pouco

  • Valentina começou o daycare semana passada… e, ai, como é complicado! Hoje ela começou a chorar quando chegamos lá, se agarrou na minha blusa e quem disse que soltava? Coração de mãe sofre…
  • Na 2a. feira volto pro trabalho e quero ver como vai ser com ela lá o dia todo. Além de tudo ainda tô tentando decidir se vou de carro ou de trem… detalhes, detalhes, detalhes….
  • Hoje tomamos a vacina da gripe suína. Pensei em não dar no princípio, mas depois de ler muito, discutir com outras mães, ver a quantidade de casos, resolvi dar. Além de tudo, com ela começando na creche, as chances de ficar doente aumentam pra caramba.
  • Valentina tá ótima, não chorou e nem parece que tomou vacina. Daqui 3 semanas eu volto lá pra ela tomar a 2a. dose (pra quem não sabe, a vacina em crianças é dada em 2 doses. Metade num dia e a outra metade em 3 semanas). Eu, em compensação, tô com o braço mega dolorido. Mas fora isso, tô me sentindo bem.
  • Acho que a maioria lembra dos problemas que tive durante a gravidez. Entre eles, ganhei pedras na vesícula de brinde. Não estavam me incomodando até julho, quando tive um crise horrorosa, de quase ir pro hospital. Agora tô nisso de crise aqui e ali, mas vou levando. Fiz ultrassom e apareceram um monte de pedrinhas. Falei com a minha médica umas semanas atrás e ela resolveu que a cirurgia é a melhor coisa pois medicamento não ajuda muito e, após parar, as pedras vão provavelmente voltar. E milagre: consegui minha consulta com o cirurgião super rápido, dia 3 vou lá. Aí depois dessa consulta é que vou descobrir quando vai ser a cirurgia. Pode ser mês que vem ou daqui 3 meses. Taí uma coisa que realmente não gosto no sistema público de saúde daqui. É difícil planejar um tratamento pois nunca se sabe quando o médico vai poder te ver.
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