Começando do começo:
Em novembro, começamos a ver um seguro de vida aqui. Como é de praxe com a maioria das companhias, tivemos que fazer exames médicos. Até aí, ok, né?
Bem, semana retrasada recebi uma cartinha deles, dizendo que “obrigado, mas não podemos te aceitar agora” e o resultado dos exames. Aparentemente há uma alteração nas enzimas do fígado, que pode ou não, ser relacionada à gravidez. Bom, dia seguinte, na 3a., levei os exames pra minha midwife, que na mesma hora soltou a antena.
Ela pediu outro exame de sangue pra confirmar os números, que fiz no mesmo dia. Na 3a. feira à noite, ela me liga pra dizer que, sim, os números continuam iguais e que é para eu ir no hospital na 5a. feira, fazer monitoramento fetal (cardiotoco). Cheguei lá, fiz o monitoramento, ela estava lá, pediu mais uma montanha de exames pra eu fazer a cada dois dias, e marcou ultrassom pra 6a. feira passada. Fui no laboratório na 5a., no sábado e na 2a. feira. Na 3a. tinha prenatal, então ok.
Fiz outro monitoramento, que também tava ok, e a obstetra começou a falar da necessidade de indução, caso o problema no fígado seja relacionado, embora ela achasse muito improvável, pois vêm junto outros sintomas (hipertensão, edemas, dor-de-cabeça forte, etc) e eu não tenho nada.
Bom, na 6a. feira (ontem) fiz o tal do ultrassom. O que era pra levar 20 minutos, levou mais de 1 hora. A técnica ficava medindo 10 vezes alguns números e, claro, sem me explicar. Acabada a ultra ainda tive que esperar pelo relatório pra levar pro obstetra no andar de cima. A curiosa aqui abriu, obviamente, e não dizia nada de mais, aparentemente.
Levei pra OB, que pediu pra eu fazer outro monitoramento (é, mais um!!). Daqui a pouco vem a enfermeira tirar pressão, medir temperatura e eu, já com aquela cara de “qq acontece?”. O OB veio explicar que o fígado não tá tão complicado quanto parecia e que um especialista iria me ver no mesmo dia.
Porém, a ultra mostrou também que o líquido amniótico está baixo e a placenta não tá funcionando como deveria. Que o quadro apresentado é visto normalmente quando já passou da data prevista, 1 semana, 10 dias. E no meu caso, ainda tem 2 semanas pra chegar lá. Explicou que vou ter que fazer monitoramento todos os dias e começar a pensar em indução. Mas primeiro, ele queria ver o especialista do fígado pra decidir o que fazer.
Bom, cheguei no hospital às 10 pra ultra e, àquela altura já eram 2 da tarde. Liguei pro Kam pra ele ir me encontrar lá no hospital. Uma enfermeira maravilhosa lembrou que eu ainda não havia comido nada e arranjou um almoço pra mim
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O tal do especialista veio, fez um monte de perguntas, saiu. Voltou com a chefe e mais 5 médicos, que também trocentas outras perguntas, pediu OUTRO exame de sangue, que deu na mesma e quer que eu ligue pra ela após a Valentina nascer, pra marcar uma consulta, já que só assim tem como excluir a gravidez como causa do problema. E deixou pedido pra mais um exame de sangue (a esta altura, imagina o meu braço…).
Tá, ok.
Daqui a pouco chega a minha midwife, que o OB chamou. Ela olhou os exames, concordou com ele e avisou. Indução na 2a. feira, se tiver lugar na maternidade. Enquanto isso, continua o monitoramento…..
Agora, imagina a minha cara. Totalmente despreparada pra isso…. fisiologicamente, eu tô. Valentina tá encaixada, estou com 2cm de dilatação, quer dizer, neste ponto tá ok. Mas emocionalmente, tô morrendo de medo. Já avisei a minha mãe e alguns dos meus amigos aqui.
A idéia do trabalho de parto, ao meu ver, é te preparar, começa com as dores, a bolsa, tampão, etc, tudo gradual. Mas numa indução, não dá pra saber, né?
Ai ai. Mas sim, eu posto aqui se for pra indução na 2a., na 3a, etc….
E dona Valentina vai chegar no frio! Aqui tá com sensação térmica de -6C hoje…








