Quatro anos depois

Quando a gente passa muito tempo sem experimentar uma comida, não deixamos de lembrar como é o sabor. Ao contrário, parece que fica mais aguçado. O doce favorito da infância é sempre mais saboroso que o que experimentamos hoje, ainda que seja o mesmo tradicional brigadeiro, por exemplo. A macarronada de domingo na casa da avó é infinitamente melhor que a do restaurante favorito de hoje. Claro que, no meio disso tudo há o componente emocional. Tudo que nos é querido é guardado em algum cantinho na nossa mente até que o resgatemos.

Assim é com a nossa saudade, nosso carinho por alguém. A distância e o tempo faz parecer que somos imunes à saudade. Ou pelo menos, nosso consciente nos faz pensar assim.

Há quatro anos eu não via aqueles que me são queridos. Há quatro anos que meu consciente empurra a saudade lááááááá pro fundo e só deixa aquela pontinha que me faz pensar “sim, tenho saudades, mas estou aqui vendo todo mundo no facebook”.
Daí um belo dia você descobre que não é bem assim.

Fomos ao Brasil, Valentina e eu. Depois de quatro anos sem sentir aquele bafo na hora que você sai do avião, sem ficar zonza com aquela correria de São Paulo. Você chega no aeroporto e procura, ansiosa, rostos familiares. E vê. Sua mãe, sua irmã, seu irmão, seu cunhado. E cai a ficha. Pô, como assim eu não vi o tamanho da saudade?

E passam-se os dias. Valentina, aos poucos, embrenhando-se nessa língua difícil que é o português, tentando entender como é que ficou tão quente de repente, descobrindo uma família que a ama, brincando com os primos como se vissem todos os dias. Você pode ver o carinho de todo mundo, ficar estressada às vezes (em qual família que não?), poder sair de casa e sentir o sol bater (e reclamar dos 45 graus, com razão) no rosto. Ver uma vida que já se achava esquecida. Sítio, praia, tios, irmãos, primos, churrasco, pizza, amigos, jogar conversa fora, nadar na piscina, sentar numa cadeira e não fazer nada.

Chegar na casa da sua irmã e descobrir uma surpresa linda. Morrer de chorar até ver uma faixa linda. São só três linhas, mas o necessário para te desidratar mais ainda. Sentir, em cada detalhe da festa de aniversário da Valentina, um amor tão difícil de descrever. E ver, ali, o peso da decisão – que antes parecia o rumo natural história – de morar fora. Afinal, marido não mora no Brasil. Fui atrás de um sonho – realizado – e deixei para trás toda uma vida. De ver aquilo que as amigas falam tanto, de ver a Valentina crescer longe da família.

20130204-234608.jpg

Eu a via brincando com os primos e me doía de pensar que logo ia acabar, que íamos voltar para casa. Ela correndo atrás do tio Luiz, abraçando a tia Thais e a tia Cinthia, perguntando pela tia Marcella e o cavalo, na piscina com a tia Mari, comendo estrelinhas e “socrilhos” com a tia Sandra. E os tios-avôs? Ela vê as fotos em casa e pergunta por todos, tio Werner, vô Luiz, tia Marina, tia Monica. Ela fazendo de conta que tá lavando o cabelo da vovó e escovando os dentes dela (com direito a pasta sabor tuti-fruti até nos cabelos e muitas risadas) e pondo a vovó pra dormir. A surpresa do primeiro dia quando percebeu que o desenho favorito fala português. Brincando na festa sem parar, com a Isabella e a Malu, apostando corrida de carrinho com o João Pedro e o Lourenço. Conhecendo os amigos da mamãe (cadê “baby Isabella”, mamãe?). Descobrindo que adora lichia (e fazendo o vô Werner subir na árvore só pra pegar pra ela). Aprendendo a nadar na piscina sozinha e, toda orgulhosa, chamando todo mundo pra ver.

Tantas lembranças que faltam palavras. E um dia, como há de ser, voltamos para casa. E a saudade, aquela que vivia escondida lá no fundo do coração, aparece forte. Na verdade, ela se esconde para nos proteger, isso que é. Para que não vejamos o quanto sofremos com isso. Daí, quando ela aparece, nos traz tanta coisa boa, que nos faz querer voltar sempre.

E vamos voltar. Mesmo que seja só por uns dias, para fazer essa saudade voltar lá pro cantinho dela e descansar um pouco.

No Brasil

Felicidade de mãe é ver sua filha -que tem pânico de molhar a cabeça e gruda em você numa piscina- finalmente se soltar e se permitir relaxar e descobrir como é bom estar na piscina (com bóia) sem se segurar em ninguém. As risadas de felicidade dela e o orgulho (chamando todo mundo pra ver) vão ficar pra sempre.

Você está gostando tanto, querida. Seu português melhorou um monte, você acorda com um sorriso lindo no rosto, está conhecendo sua família, perguntando pelos tios e primos, se empanturrando de arroz com feijão, morrendo de calor, percebendo as diferenças do português pro inglês…. Acho que essa viagem vai ficar na sua memória pra sempre, né?

Cortei o cabelo da minha filha

Tivemos um “acidente” dia destes e precisei fazer uma franja nela. Ficou aquela coisa linda de mãe com coordenação motora zero. :razz:

Claro que salvei, né?

Mamãe, eu te amo, mas não corta meu cabelo sozinha de novo, não, tá?

Aí hoje criei coragem e fomos pro cabelereiro pela primeira vez na vida. E não é que ela nem chorou?

Terminando de cortar... ainda tava de bom humor!

Ai, eu sofro

Tô me preparando pra ir deitar, agora há pouco, quando vejo, atrás da mesa de jantar umas “coisas esquisitas”. Cegueta e sem óculos, achei que eram folhas secas (pensa!). Fui ver e vi que tinha sido premiada. Tinha cocô espalhado no chão, na parede, no rodapé branco!!

Aaaaaaaaaarghhhhhhhhhhh!

A Valentina tinha feito um cocô imenso no final do dia, que realmente, saiu da fralda (e sujou a capa do sofá que eu lavei ontem). Mas daí a ir parar cocô do outro lado da sala?
Ou vazou um monte e eu não vi ou, ECA, ela mesma tirou.

Agora, quase meia-noite, voltando pro trabalho depois das férias no dia seguinte, ninguém merece ficar passando pano na sala pra tirar cocô seco. ECA ECA ECA ECA ECA ECA!

730 dias

Num dia frio de 5a. feira, chegamos em casa com um embrulhinho. Sentamos no chão e te apresentamos pro seu irmão. Você só tinha 2 dias de vida. Ele cheirou de longe, mas não quis chegar perto. Aliás, ficou com ciúmes e me ignorou por 2 dias. Nem olhava na minha cara.

Você, em compensação, só queria colinho. Colinho de mãe, colinho de pai. Tem coisa melhor? E você foi crescendo tão rápido! Quando menos esperava, estávamos cantando parabéns pra você!

Esse ano você aprendeu a andar e agora, corre, sobe pelas paredes, foge de casa, brinca de pega-pega. Você já tem a sua rotina na creche. Depois de umas semanas passando por uma crise de separação, agora você me expulsa de lá. Chegamos, você diz “tau mami” e me leva até a porta. Fica dando tchau até fechar a porta pra mim. Fico feliz em saber que você adora lá.

Você cresceu tanto! Quem te conheceu quando você era recém-nascida, lembra de como era pequetita. Demorou muito pra você começar a ganhar peso. Com 6 meses, você tinha uns 6kgs. Agora, já pesa 14kgs (um chumbo!) e está super alta. Sim, você já passou da metade da altura da mamãe. Mais meio metro e você já me passa!

É, minha pequena, o tempo passa muito rápido! Você fala mais que a boca, apesar de não entendermos nada, rs. Você gosta de cantar “pintinho amarelinho”, “twinkle twinkle little star”, “happy birthday to you”, “abc”…tem gosto musical apurado e adora quando papai pôe rock no youtube pra você assistir.

Come sozinha, adora uma comida! Adora “nanas”, “agi” e “nham nham” (bananas, oranges e almoço/jantar). Sabe sinalizar leite (usando linguagem de sinais) e “quer”. Diz “ei quei” (eu quero), “pis” (please), “wow”, “oh-oh”, “ush-ush” (brush), “eiou”(thank you), “tau”, “bye”, “aiii” (pode ser oi ou bye, ainda não descobrimos), “dola” (Dora), “éuo”(Elmo), “náu” (não) e yeah. Fala os números em inglês, numa ordem totalmente aleatória (two, five, three, ten). Tenta repetir tuuuudo o que falamos e sai umas coisas engraçadas. Agora deu de repetir quando digo “hum-hum” (sai algo como u-u).

Você é carinhosa, adora dar um abraço e beijos. Mas também tem seus momentos de “terrible twos”, distribuindo tapas. Pode ser em mim, no papai ou até mesmo no espelho. Graças a Deus, ainda não esbofeteou ninguém na creche e estamos trabalhando pra que esses episódios diminuam.

Você adora ajudar. De manhã, sentamos no chão pra pôr os sapatos e você me ajuda a levantar. Quando chegamos na creche, você guarda seus sapatos e pega os outros pra vestir lá dentro. Já sabe onde colocar seu casaco. Está super independente.

Dois anos, numa 5a. feira, tenho aqui comigo uma menininha linda. Alegre e faceira, adora uma farra. Vamos ao Aquarium para comemorar seu aniversário de 730 dias de vida.

Feliz aniversário, minha princesa.

Te amamos muito,
Mami, Baba e Eithor

Carta pra Valentina – 23 meses

Minha menininha linda, você chegou aos 23 meses. Já! Parece que foi ontem que papai e mamãe chegaram do hospital com você, debaixo de uma tempestade de neve.

A primeira coisa que fizemos, foi apresentá-la ao Eithor. Não foi uma recepção muito calorosa, assim digamos. Ele me ignorou por uns dias.

Hoje, você sai pela casa chamando “Eitiii”. Acha os pedacinhos de ração escondidos pela casa e leva até ele. Tenta abraçá-lo e pegá-lo, como se fosse um ursinho de pelúcia. Mas ele não é ursinho de pelúcia e não gosta muito desse seu jeito meio estabanado de ser. Então, de vez em quando, tenho que apaziguar as coisas: “Valentina, pára de correr atrás do Eithor” e “Eithor, pára de rosnar pra Valentina”.

Você anda falando pelas paredes, apesar de ainda não formar frases. O seu “não” é em português e o “sim”, é em inglês. Isso porque o “não” é muito mais difícil que o “no” (seu pai que o diga, quando tenta falar e sai um “nón”).  E sim, o “não” é sua palavra favorita ultimamente, só perde pra Dora. Você sabe dizer que quer descer do cadeirão, quando quer ver seus desenhos da Galinha Pintadinha, quando quer comer “nana” (banana), “api” (apple), toast. Entende tudo o que eu falo em português, embora de vez em quando tenha que usar uma ou outra palavra em inglês (time-out, por exemplo). Fala oi e hi, tchau e bye. Sabe o que é beijo, buz bede e kiss. Sabe os nomes de todos os seus amiguinhos da creche. Sua amiga favorita é a Aram. Ela já tem quase 4 anos e te adora.

Continua comendo um monte e dou graças que você não é nem um pouco chata pra comer. Come de tudo e com gosto. Só não gosta de mamão, blueberries e salmão defumado. Até pickles, se deixar, você come um monte. Outro dia, seu pai estava fazendo a salada dele e você quase comeu metade: pepino, alface, queijo de cabra. Não é à toa que você está tão grande! Na última vez que a medimos, você estava com 89cm e uns 14kgs. Grandona. E pensar que você era um toquinho de gente quando chegou em casa!

Você entrou na fase de que tudo é seu. Vive falando “this is mine!” e tira os brinquedos dos outros. Aos poucos, tem aprendido que não é bem assim, que todo mundo pode brincar também. Mas é difícil, né? Conto até dez e mentalizo que é só uma fase e que vai passar. Até o coitado do Eithor já entrou nessa. Ele estava dormindo no sofá, ao lado do seu urso. Quando você viu, saiu correndo, gritando “this is miiiiiiiine” e arrancou o urso de perto do Eithor. Não, isso não é legal, mas a gente tem tentado te ensinar como as coisas funcionam.

Anda cheia de opinião, quando quer algo e não damos é choro na certa. Outro dia, porque a mamãe teve que trocar a sua blusa, você ficou sentada no chão por quase 10 minutos, de braços cruzados e cara feia, dizendo “não,não,não,não,não,não,não,não,não,não,não,não,não”. Eventualmente você esqueceu e voltou a fazer palhaçada.

Aliás, se tem uma coisa que não posso reclamar, é do seu bom humor. Você está sempre rindo e se divertindo. Sempre acha algo pra brincar aqui em casa e, quando menos esperamos, vem correndo pra nos abraçar. Se a mamãe está andando, você pega na minha blusa e faz “bi-bi” e vamos brincar de trenzinho. E você morre de rir.

Estou impressionada o quanto você já entende muita coisa. Se você joga algo no chão, peço pra pegar do chão e me dar. E você faz isso! Quando vamos sair, você escolhe seu sapato e tenta calçá-los. Depois de uns minutos, eu pergunto se você quer ajuda, e você sempre diz “yes”. Depois disso, você pega o sapato que a mamãe vai usar (escolhido por você!).

Se tem algum papel pra jogar fora, você vai até a cozinha, abre o armário e joga no lixo. Claro que muitas vezes, você quer pegar de volta e tenho que te explicar que não pode.

Outro dia, você pegou um saco plástico, pôs a mãozinha dentro e ficou brincando de “catar” coisas no chão. Exatamente como a gente faz quando sai com o Eithor. Depois muita gente fica pensando em como vocês aprendem as coisas, né?

Mês que vem é o seu aniversário. 2 anos! Decidimos não fazer festa. Vovó não está aqui esse ano, e nós vamos viajar pra casa da tia Lu no natal. Então vamos fazer um bolinho aqui em casa mesmo. Você ainda não sabe o que é festa de aniversário e nem pede brinquedos. Resolvemos que faremos festa mesmo, só quando você pedir e já souber o que é isso. Dá pra se divertir igual!

Minha pequena, você está cada dia mais linda e mais esperta. É uma criança carinhosa e está sempre ligada nos 220v. Apesar disso, é tranquila, não é de chorar, dorme super bem! Feliz 23 meses!

20 meses

Tenho uma tagarela em casa! Repete tudo o que a gente fala. 96% é ininteligível, claro, mas ela tenta! :-)

Tá super independente, acorda de manhã, desce da cama e vai me acordar. Sobe e desce do sofá a vontade.

Aprendeu a apontar pro bumbum quando faz cocô. E fala “mumumum” (bumbum).

Aliás, tá falando:

mami, dadai, tata (vovó) gimepi (give to me please), dank (thank), mine, eiti (eithor), pis (please), nán (não, not), êqué (eu quero), iwa (I want) e os gibberishes que ela fala e tem certeza que é algo (na cabeça dela, claro). Ontem foi assim: arros (“aoo”), carne (“aca”) e batata (“atata”). Valentina é “didi”.

Corre pra cima e pra baixo, ligada no 220v 24hrs por dia!

Deu pra odiar lavar a cabeça. Antes chorava horrores pra tomar banho, agora tá curtinho. Descobri que ela gosta de água mais fria que quente (ao contrário da mãe que ama um banho bem quente!). Hoje mesmo chorou porque viu a piscina e queria entrar (tá resfriada, não pode!).

Dá a mãozinha na rua, principalmente na garagem.

Tem um cobertor favorito, mas não é único. Se não tiver ele por perto, não tem problema.

Consegue se divertir sozinha. Tá sempre achando algo pra fazer em casa. Ou pra destruir, depende do ponto de vista.

Outro dia mesmo, destruiu a casa em 10 minutos. Primeiro, arrancou a bonequinha de madeira que fica na parede dela. Tava arrumando e ela virou o humidificador de ar no carpete. Encharcou tuuuuuuudo. Fui secar e ouvi barulho na cozinha: ela pegou toda a ração do Eithor, virou no pote de água dele, virou o pote de água no chão e comeu metade da ração. Catei com a boca cheia de ração molhada/mastigada. Eca! Tô secando a cozinha e ela sobe na mesa de centro. Fica em pé lá gritando a la Leonardo di Caprio em Titanic…

Ouve uma música e sai dançando. Dá tchau pra tudo e todos (até pro carro passando do outro da rua).

Adora os bichos de pelúcia e carrega-os para cima e para baixo. Um deles é maior que ela, outro parece o Eithor.

Falando em Eithor, ela acha que ele é boneca pra ser agarrado. Claro que ele não gosta e dá um “chega-pra-lá” nela. Agora, ela dá tchau  e manda beijo pra ele antes de saírmos de casa.

Em 4 meses essa mocinha vai fazer 2 anos. Alguém pára o tempo por favor?

Não dá vontade de morder?

Ser filho

“Seus filhos não são seus filhos. São os filhos e filhas da Vida desejando a si mesma. Eles vêm através de vocês, mas não de vocês. E embora estejam com vocês, não lhes pertencem. Vocês podem lhes dar amor, mas não seus pensamentos, pois eles têm seus próprios pensamentos.
Vocês podem abrigar seus corpos mas não suas almas, pois suas almas vivem na casa do amanhã, que vocês não podem visitar, nem mesmo em seus sonhos. Vocês podem lutar para ser como eles, mas não procurem torná-los iguais a vocês. Vocês são o arco de onde seus filhos são lançados como flechas vivas.”

(Khalil Gibran)

Passeios

Tanta coisa acontecendo aqui na cidade!

Pra quem tem crianças, aqui vão algumas sugestões:

Swap Meet – 17/4 e 18/4, das 9h às 13h
Troca e venda de roupas, brinquedos, livros e equipamentos esportivos que as crianças não usam mais. Dá pra aproveitar bastante e sair com muita coisa boa, mas claro que tem que pesquisar antes!
Onde: 300 Ioco Road, Port Moody, Port Moody Rec. Centre

Baby & Me Hiking Club – Toda 5a. feira até 10/06 – 10:30 às 12h
Clube de caminhada para novas mamães e bebês (grávidas também são bem-vindas) para aproveitar passeios guiados em locais maravilhosos. As caminhadas são de nível moderado e as mães devem ficar confortáveis carregando os bebês em cangurus ou slings por pelo menos 90 minutos. Grávidas devem ter preparo físico e permissão de seus médicos antes de começar. Carrinhos não podem ser usados. $10/pessoa por série
Onde: Belcarra Regional Park, Port Moody – 604-432-6359.

Playland Abre!! – de 24/04 a 27/06
Parque de diversões para todas as idades abre no final de abril para a temporada de verão.
Onde: Hastings St & Renfrew St, Vancouver – www.pne.ca

Crème de la Crème Baby – 02/05 – das 11h às 16h
Evento exclusivo, apresentando os produtos mais luxuosos e serviços para as crianças e pais.
Mesmo que você for mãe ou pai pobre (tipo eu, rs rs), dá pra visitar, nem que seja só pra ficar na vontade…
Onde: Roundhouse Community Centre, Vancouver – www.cremedelacreme.ca

E a festa?

A festa da baixinha foi quase 1 mês atrás e eu nem disse nada. A falta de tempo + cirurgia + licença médica, muita coisa ao mesmo tempo…

O tema foi boneca de pano. Minha madrinha fez as bonecas mais fofas do mundo e as mandou pela minha mãe.

Pra fazer o convite, usei um modelo que vi na internet. Redesenhei a boneca, fiz uma borda. O resultado final ficou super fofo! A única coisa que não vi na hora foi o alinhamento das frases. Só percebi depois que tinha impresso tudo (pela 2a. vez). Mas tudo bem, valeu pela lição!

Os envelopes foram um caso à parte.  Como eu fiz o convite e só fui pensar no envelope no final, acabou que eu não achava envelopes quadrados no tamanho nem no jeito que eu queria. O que eu fiz? Comprei papel de scrapbooking, lindo que só, fiz o desenho dos envelopes e recortei um-a-um. Lá pelo 10. envelope e eu, já sem dedos de segurar a tesoura, ficava pensando onde raios tinha tido essa idéia. Mas não é que ficaram bonitinhos?

E ainda fiz as tags pras lembrancinhas, rosa pras meninas, azul pros meninos, com o nome de cada um.

E o resultado final ficou assim:

Foi uma festa gostosa, com amigos lindos e muita criança! E o mais importante, teve uma família linda e feliz….

Dando tchau pros dias cheios de “Valentina”

Na 2a. feira, a baixinha começa o daycare. Enquanto ela brinca aqui na sala, sem desconfiar, meu coração tá pequenininho.

Embora todos digam que vai ser bom pra ela, que ela vai adorar, que se adapta rápido, eu fico aqui pensando. Será que vão saber dar a comida dela direitinho? Será que ela vai conseguir dormir com outras crianças, num berço estranho? Será que vão saber consolá-la quando chorar como só eu sei fazer, cantando Ursinho Pimpão? Será? Será?

Vejo as outras crianças da creche e vejo que estão bem, felizes. A dona parece ser bem gente boa, com experiência e tals. Mas mesmo assim, acho que é natural que fiquemos tão ansiosos/apreensivos/tristes e não sei mais que outras palavras pra descrever.

Serão duas semanas de adaptação antes de eu voltar ao trabalho. Adaptação pra ela e pra mim. No primeiro dia, o Kam vai junto e ficaremos só um pouco, não quero que ela fique o dia todo já de uma vez. Aos poucos, ela vai ficando mais e mais, conforme ela se acostuma com o ambiente novo. E já tô preparando A MALA de coisas que tem que levar: cobertor, lençol, 2 mudas de roupa, sapato pra ficar lá dentro, sapato pra ficar lá fora, roupa de chuva, fraldas, lenço umidecido, mamadeira, fórmula, comida, toalha e mais um monte de outras coisas que eu não lembro agora.

Estou tentando me animar mas é duro de lembrar que não terei mais dias cheios de Valentina. Colocar ela pra fazer a soneca da manhã (e eu ter a minha soneca junto). Dar almoço, levar pra passear, soneca da tarde, brincadeiras, ajudá-la a andar… agora só as finais de semana. Não é justo de repente, uma relação que era 24hrs passar pra 4hrs… vou deixá-la às 7 da manhã pra buscá-la às 5 da tarde. Ou seja, é chegar em casa, banho, brincar um pouco, comer e dormir. Acabou meu dia com ela. :cry:

Ela tá quase andando, segura nas minhas mãos e vai dando os passinhos desajeitados. Será que vou ver seus primeiros passinhos de verdade ou vai ser alguém do daycare?

As primeiras papinhas

Depois de ler este post ótimo da Ana, me deu vontade de contar como está sendo a introdução da baixinha ao mundo dos alimentos sólidos.

Valentina e a papinha

"A batata-doce dá uma ótima máscara pro rosto, viu mãe?"

Fui na consulta dos 6 meses, peguei muito material pra ler e resolvi criar coragem. Mãe de primeira viagem é sempre assim, né? Quer fazer tudo perfeito e sempre acha que tá fazendo tudo errado….

Bom, fui atrás dos presentes do chá-de-bebê: pratinho, colher, até uma esteirinha emborrachada (essa tá na caixa ainda, calma!). Pus o babador nela e a coloquei no cadeirão. Picture perfect moment.
Aqui os médicos recomendam cereal de arroz por ser mais fácil de digerir, mas lembrando do Mucilon, não quis dar não. Se agi certo ou não, só o tempo mesmo.

img_3291

"Quero mais, quero mais, quero mais!"

Resolvi dar maçã. A careta que ela fez foi de rachar o bico. Até arrepiou, tadinha. Não insisti, depois de duas ou três colheradas e um chorinho, resolvi deixar pra depois. Ela ainda tinha aquele reflexão de pôr tudo pra fora com a língua…

Dois dias depois, catei o Kam e resolvemos dar outra coisa pra ela: batata-doce.
E não é que a menina AMOU? Comeu um mooooonte de batata-doce e nem passou mal! Não só reclamou quando parei como ainda tomou a mamadeira inteirinha, de 210ml! :shock:

img_3292

"Achei que era pra comer O prato, não NO prato..."

Claro que mamãe precavida aqui, já tirou o babador e a roupa. Afinal, bagunça com comida é muito mais gostoso pelada, né? rs rs rs

Depois dessa aventura gastronômica, fui introduzindo outras comidinhas. Banana amassada, kiwi, abóbora (outro sucesso de público), ameixa (perfeito pra ajudar no intestino dela, que anda meio preso).

Ela experimentou frango na 6a. passada, mas não deu certo não. Ela fez ânsia de vômito e não insisti. Resolvi esperar mais algumas semanas pra tentar de novo.

Mas notei que a baixinha prefere legumes a frutas. Hoje, por exemplo, comeu feijão verde. Adorou. O kiwi, em compensação tá lá na geladeira há uns dois dias….

Comprei uns dos livros que a Ana sugeriu, o “Blender baby foods”, que dá bastante sugestão de papinhas, dividido por mês. Fiz cenoura aqui em casa. Cozinhei 2 cenouras no vapor e depois bati no processador com água (difíciiiiiiiiiil:lol:).

img_3343

A papinha de cenoura no cubo. Nada mal, né?

Coloquei nos cubinhos de gelo e aí é só tirar e descongelar pra ela comer. Dizem que 1 cubo é suficiente pro começo, né? Pois é, no caso da esfomeada aqui, uns 2 cubos, no mínimo!

Mas uma coisa eu não deixei de reparar: as papinhas industrializadas daqui são beem diferentes das do Brasil. Além da papinha orgânica não ser tão mais cara que a normal, não vai sal, óleo, química, nada. É o legume e água, só. Por $0,89 (ou até menos) até ótimo, né? Duas únicas desvantagens, ao meu ver: não é a mesma coisa de uma papinha feita na hora, claro, e não dá pra brincar com a textura como podemos fazer com a comida feita em casa.

Com as papinhas de frutas é a mesma coisa. É a fruta e água. Alguns têm açúcar e outras porcarias, mas são os desserts, as sobremesas que, sinceramente, acho que não faz a menor falta, não é mesmo?

Notei que todas as papinhas no Brasil têm sal ou açúçar, mesmo que em quantidades mínimas. Uma amiga minha comentou que a sobrinha, acostumada às papinhas da Nestlé no Brasil, odiou as papinhas nos EUA, da Heinz ou Gerber (as mesmas que têm aqui no Canadá), provalvemente por não ter tempero nenhum.

Aos poucos, vou criando coragem e fazendo mais coisas de próprio punho. Até comprei abobrinha pra fazer, rs. Quando chegar na parte de pôr temperos é que eu quero ver, pois sou uma estabanada pra pôr sal e não sei usar temperos direito (só fico no cheiro-verde, sal e pimenta-do-reino, alho e cebola, o básico, né?)

O primeiro resfriado

Valentina sempre teve uma ótima resistência. Eu já fiquei bem gripada aqui em casa, já passou por 3 gripes da minha mãe (lá no Brasil) e ela nada, nem um espirro sequer.

Só que na 6a. feira começou a espirrar e tossir. Não era frequente, mas fiquei de olho. No domingo, porém, a baixinha não tava bem. Dormiu muito mal, acordando o tempo t0do, espirrando e tossindo com muito catarro. Febrinha, super enjoada, chorando um monte… dei tylenol, muito leite, muita soneca…

Tadinha, deu muita dó, ela chorando um monte (quem conhece sabe como ela é brava e tem 3 pulmões), porque não conseguia dormir (espirrava, perdia a chupeta, começava a chorar, perdia o fôlego por causa da tosse e ficava mais brava ainda)…  e eu sem chão, né? :cry:
Na 2a. feira liguei na enfermeira do posto de saúde que me deu várias dicas e o endereço de uma clínica para crianças, em Burnaby. Um achado!

Continuei com tylenol e com sorinho pro nariz dela (e quem disse que ela deixava a gente chegar perto do nariz?).
Dormiu bem de 2a. pra 3a. feira e de manhã, nem parecia que tinha ficado doente! :shock: Acordou às 7h, tomou o leitinho às 8h, fez a soneca das 9h às 11h, comeu papinha de cenoura e tomou outro leite. Dormiu da 1h às 3h da tarde, acordou, comeu outra papinha e outro leite.

Até que dormiu bem durante à noite, reclamando um pouco, procurando a chupeta, mas bem melhor. E na 4a., quem acorda com a garganta ruim? Euzinha, claro.

Peguei o resfriado da baixinha, mas nada que um tylenol e cepacol não ajudassem. Agora é a vez do Kam, mas como é homem, sabem como é, ele tá pra morrer com a garganta doendo, rs rs. Não, não é tão sério assim, mas homem é sempre fraco pra essas coisas, né? E como disse a Chris, e depois nós é que somos o sexo frágil. Hum hum.:razz:

Feliz Aniversário no dia das mães, vovó!

10 de maio sempre foi um dia especial. Este ano, em dobro. É aniversário da minha mãe e o primeiro Dia das Mães como vovó…

Então nada mais justo que deixar essa pequena homenagem pra essa mulher forte e decidida, que sempre foi meu porto seguro.

Feliz aniversário, mamãe! E feliz Dia das Mães, vovó!

:razz:

Por que querem que o bebê cresça tão rápido?

Começou de maneira inocente: “Ela tá com cólica, só pode. Tem que dar chazinho”, com 1 semana de vida. Depois, “Ela já dorme a noite toda?”, com 1 mês.

A cada conquista da baixinha, uma pergunta a mais. Quando ela começou a firmar a cabeça, “já tá sentando sozinha”. Quando começou a dormir mais, “já sabe dormir sozinha?”. Quando fez 4 meses, “já começou a dar papinha?”.

E por aí: “Ela já rola?”, “ela já come? “, “já deu papinha, chazinho, suquinho?”.

Às vezes fica parecendo que o bebê não pode ser bebê. Tem que ser como um filhote de cavalo que, ao nascer, já sai correndo com as próprias pernas. Esquecem que o bebê – humano – é único. É totalmente dependente e seu desenvolvimento leva um tempo. Não dá pra esperar que um bebê durma a noite toda ou siga uma rotina quando é recém-nascido. Fisiologicamente é impossível para eles (se você tivesse um estômago menor que uma uva, também iria acordar a cada 2 horas pra comer, né?).

Todo mundo diz, “aproveita que ela cresce rápido”, “aproveita enquanto ela ainda é pequena”, mas ao mesmo tempo, parece que todos querem que ela cresça antes do tempo. Com 4 meses, tem que comer, beber outras coisas além de leite (seja materno ou fórmula), rolar, sentar sozinha, dormir a noite toda, aprender que “manha não funciona” (como se um bebê dessa idade soubesse o que é isso), ser independente e não ficar grudado no colo. Ah, não esqueça da r-o-t-i-n-a. Sim, bebê que se preze tem que ter rotina antes de sair da maternidade “senão a mãe fica escrava das manhas”.

Aos poucos, vamos aprendendo a criar filtro e eliminando as intromissões desnecessárias.

Apesar de tudo isso, o bebê cresce, claro. Valentina fez 4 meses, tá ficando cheia de dobrinhas, cada dia mais esperta. Mas claro, não basta rolar de um lado. TEM que rolar dos dois lados, “como assim ainda não rola?”.

Minha filha tem seu tempo. Ela segura a cabeça sozinha e super bem, tá sentando com pouquíssimo apoio, sorri pra todo mundo, tá virando (DE UM LADO), segura os brinquedos, sabe que vai comer ao ver o babador, ajuda a segurar a mamadeira ou o peito, está dormindo de 7 a 9 horas seguidas à noite, presta atenção na conversa, fica tagarelando -do jeito dela- o dia todo, adora banho e mais um monte de outras coisinhas lindas que aparecem a cada dia.

Mas isso tudo não é o suficiente. “Será que ela vai falar cedo?”, “ela vai engatinhar logo”, “os dentinhos estão nascendo, olha a baba”, “já tá na hora de dar suco pra essa menina”. Para quê tanta pressa, eu pergunto?

Quando for a hora ela vai engatinhar, andar, falar, ter dente, comer comida. E eu quero aproveitar cada minutinho dessa vidinha tão nova. Me maravilhar com o presente, ver cada conquista da baixinha. Acertar o alvo ao tentar pegar o brinquedo, sentar. Coisas tão banais para nós, adultos, e tão árduas para eles.

Valentina tá crescendo :cool:. Tenho já saudades de quando ela era recém-nascida. Cada choro, movimento, minuto, tentando descobrir quem ela era. Mas estou vendo a pequena se desenvolver, ganhar peso, ficar cada dia mais “conectada” à nós. Sei os seus choros, sei quando é fome ou sono. Ou apenas cansaço ou querendo fazer algo diferente (como sentar!). Como é bom acordar de manhã e ser recebida com um sorriso tão inocente!

Sim, ela vai fazer tudo o que me perguntam hoje. Quando? Não sei. Em 1 mês, em 6 meses, quem sou eu para forçar o crescimento dela?

Por que querem que o bebê cresça tão rápido? Aparentemente porque, segundo alguns, bebês não podem ser bebês. São mini-adultos que têm que “entrar na rotina da casa” desde cedo, não podem fazer manha, devem ser deixados chorando para aprender a dormir sozinhos e por aí vai.

Um bebê é só um bebê. Ou alguém já viu algum adolescente chorando desconsolado porque os pais resolveram ir ao cinema num sábado à tarde? Ou um universitário usando fraldas, mamando e usando chupeta? :wink:

Mãe, eu ainda vou ser maior que você, viu?

Mãe, eu ainda vou ser maior que você, viu?

Plugin from the creators of Brindes :: More at Plulz Wordpress Plugins