Tempo de primavera

Nunca, em 10 anos, acho que tivemos uma primavera tão ensolarada e seca como a deste ano. Deu final de março e já se via as flores pelas ruas. Como estou sem câmera, tiro foto com telefone mesmo. A vantagem é que dá pra compartilhar na hora, né?

Cerejeiras, tulipas, magnólias, rosas. Todas as cores, todas as formas, uma mais linda que a outra.

Agora mesmo, estou no trem a caminho de casa e a beleza do caminho é incrível. Água de um lado, um parque, e a montanha cheia de árvores (e um pouco de neve no topo!) do outro. E o sol batendo. É nessas horas que eu vejo como sou abençoada de morar aqui. Esses dias lindos compensam a chuva do resto do ano, com certeza (apesar da gente reclamar disso, claro).

De uma semana pra cá, a Valentina tem pedido pra ir pra creche de shorts. Tá sol, mas tá frio, né? Tanto pediu que hoje eu cedi e deixei ela escolher. Acho que ela nunca foi tão feliz pra creche (tirando os dias que ela vai de princesa). E lá estava ela: shorts, camiseta que ELA escolheu na loja, boné, casaco e mochila. Parecia uma adolescente e tão linda!

Definitivamente sol faz pra bem pra alma.

IMG_4552

Tempo de céu cheio de flores

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

IMG_4151

Foto by Valentina :)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

IMG_3915

Tempo de cerejeiras

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

IMG_3901

Tempo dos pássaros voltarem

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

IMG_4536

Tempo de novos brotinhos nascerem

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

IMG_4144

Tempo de rosas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

IMG_4579

Tempo de magnólias

 

 

Escola de verdade, mas já?

A Valentina tem 3 anos e 4 meses. É uma “preschooler”, como eles chamam por aqui. Vai pra escolinha, onde fica o dia todo, das 7 da manhã até às 5 da tarde.

Lá, ela passa o dia brincando, correndo, fazendo atividades, aprendendo letrinhas. Almoça, brinca no parquinho, faz a soneca sagrada de todos os dias.

Pela lei, ano que vem ela já começa a escola regular. Vai pro kindergarten no ano em que completa 5 anos. Tudo seria tranquilo se não fosse alguns detalhes: o aniversário dela é só no final do ano, então ela começaria na escola – em setembro – com 4 anos e meio. Só eu estou achando muito pouco pra ficar na escola o dia inteiro (as aulas são das 9:00 às 3:00 da tarde), sem soneca, já alfabetizada?

Fui pesquisar mais sobre isso e descobri que meu distrito escolar (Coquitlam School District – SD43) permite que espere mais um ano para ela começar. E isto é particularmente beneficial para as crianças que fazem aniversário depois de setembro.

Costumo dizer que, se a Valentina tivesse nascido de 40 semanas e 2 dias, ela já seria de janeiro, ou seja, as chances dela ser a mais nova da classe são grandes.
Em março, o  jornal Vancouver Sun publicou uma matéria interessantíssima sobre a ligação entre transtornos de atenção e a idade das crianças. A matéria mostra que, das crianças “diagnosticadas” com ADHD (Attention Deficit and Hyperactivity Disorder) são normalmente as crianças mais novas da turma. Por que? Muito provavelmente porque numa turma onde a diferença pode ser de até um ano, o grau de atenção e concentração pode variar demais.

Como esperar que uma criança de 4 anos e meio tenha o mesmo nível de concentração que o coleguinha que tem quase 6 anos e está na mesma sala? Parece óbvio, mas não é. Muitas crianças começam a escola novinhas e não tem problemas, mas imagino que possa ser a exceção.

Eu mesma fui uma criança adiantada em relação aos meus colegas. No começo, foi fácil, como costuma ser mesmo. Porém, aos poucos, as dificuldades começaram: ficava de recuperação todo ano até que, na 5a. série, repeti. E sinceramente, foi a melhor coisa. Mudei de escola, e não fiquei mais de recuperação até o colegial.

Outra coisa que me preocupa é bullying. Será que o fato dela ser a mais nova da turma não poderia causar problemas com as outras crianças? Ela vai ser mais imatura que os coleguinhas, talvez estes não tenham paciência com ela ou achem-na muito “infantil” pra eles. Tá, são suposições, eu sei. Nada disso pode acontecer, ou pode acontecer mesmo mais tarde, não temos como adivinhar.

Ontem estava lendo uma matéria edição de março da Today’s Parents justamente sobre isso, se era válido esperar mais um ano. E a grande maioria dos pais e especialistas entrevistados concorda que sim, é melhor esperar. Os motivos, além dos já citados, vão da maturidade emocional até a necessidade da soneca à tarde e o estresse de ficar o dia todo na escola, sem descanso. Por outro lado, muitos pais justificam a entrada no kindergarten como um rito de passagem para a “escola de verdade”, na 1a. série. Dizem que o kindergarten é como se fosse uma creche pra crianças maiores, que não há imposições acadêmicas e que, claro, tem o fator econômico, já que os pais economizam na creche (que pode chegar a mais de CAD$1500 por mês aqui em Vancouver).
Claro que o fator dinheiro mexe, e muito, com nossas convicções. Mas é um ano. Não estamos falando de gastar uma fortuna por mais 10 anos, mesmo porque apesar da escola ser gratuita, ainda há o “after school program”, para crianças de até 12 anos, cujos pais trabalham o dia todo e não podem buscá-los às 3 da tarde. E isso também custa dinheiro, na faixa de CAD$400 por mês.
Vou observando a pequena ao longo deste ano e ver como ela amadurecendo. Pode ser que até ano que vem, eu mude de idéia e ache que ela está pronta pra começar a escola “de verdade”…

Que língua ela fala?

Essa é uma pergunta que sempre me fazem. A Valentina fala inglês ou português? Fala farsi? Acho que posso dizer que ela fala “valentinês”: é uma mistura de inglês e português que, a primeira vista, soa uma babel de sons.

A primeira língua dela é inglês, sem sombra de dúvida. As frases vêm primeiro em inglês, misturada com palavras em português. Na escola e com o pai, só inglês. Comigo, mistura tudo.
Outro dia, logo após o retorno da minha mãe pro Brasil, ela perguntou pro pai: “daddy, where’s grandma?” e, na mesma hora, virou pra mim “mamãe, where’s vovó?”. A construção é inglês, mesmo que as palavras sejam na língua da mamãe: “I want pôr roupa e go lá fora”.

É um trabalho de formiguinha mesmo… lemos muito em português, coloco músicas brasileiras, vou conversando sempre em português, mas quando ela passa quase 11 horas do dia dela ouvindo inglês, brincando em inglês, interagindo em inglês, é complicado imaginar ou mesmo supor que o português fosse a primeira língua. Outro dia, ela brigou comigo quando perguntou o que era tal parte do corpo. Eu disse que era cotovelo e ela retrucou com um “não, mami, it’s elbow!”. Expliquei que era elbow em inglês e cotovelo em português. Se ela entendeu? Não sei.
Estou começando a mostrar que existem duas línguas: inglês, que ela conversa com o mundo, inclusive o pai, e português, que é a língua da mamãe.

Não sei se é cedo pra isso, afinal, ela só tem 3 anos, mas confesso que a “predileção”, ainda que naturalmente esperada, pela outra língua chateia um pouquinho. É o lado afetivo do idioma, como a Flávia bem descreveu. É a minha cultura, minha vida, como eu me conheço.

Passo boa parte do dia falando em português, escrevendo em português que, quando vejo minha filha brigar que não é cotovelo, é elbow, me acende a luzinha vermelha. Já pensou ir pro Brasil e ela não entender os tios, os primos, a avó?

Já com farsi, vejo que ela entende alguma coisa e fala uma ou outra palavra. Marido não faz tanta questão que ela seja fluente quanto eu, então fala com ela em farsi mas não sempre. Na maioria das vezes, é em inglês mesmo. Ele mesmo decidiu que é “uma língua muito complicada”.

Estou aproveitando que ela está na fase dos “porquês” e de querer saber o que é tudo. Não basta dizer que o objeto tal é uma cadeira, tenho que explicar que aquele negocinho ali embaixo é o parafuso que segura a rodinha pra fazer a cadeira deslizar.

Me pego pensando nas palavras, em como explicar de modo que ela entenda e, ao mesmo tempo, dando a oportunidade de introduzir novas palavras no vocabulário dela. Às vezes, vejo que ela não entendeu tal coisa e preciso repetir tudo em inglês. E depois repito mais uma vez em português. Se ajuda eu não sei, mas acabou que virou um hábito de sempre que falo algo em inglês com ela, repito a mesmíssima coisa em português.

Acho que só o tempo vai dizer se estou acertando nisso ou não. Espero que sim.

Novidades e dicas sobre o sistema de saúde em BC

No Brasil, ao fazermos exames laboratoriais, o paciente normalmente é o responsável por pegar os resultados e levar ao médico.

Aqui é diferente. Você vai, faz seu exame de sangue e se algo der diferente, o médico vai te ligar pra marcar horário. Se ninguém te ligar é porque deu tudo normal.

Até pouco tempo atrás, nós, pacientes, não tínhamos acesso aos exames. Ficava tudo nas mãos do médico. Agora tem uma opção

A empresa que disponibiliza os dados eletronicamente para os médicos, abriu essa opção para os pacientes. Como funciona? É simples.

Após sair do laboratório (num prazo de até 10 dias após o exame), você vai no site deles (my ehealth.com), e preenche os dados necessários. É preciso ter o cartão de saúde (carecard number) e endereço válido.  Eles vão te enviar, por correio, a senha para terminar o cadastro.

Uma vez com o cadastro pronto, você recebe seus exames de sangue em tempo real no site deles. Eu fiz um de manhã e a tarde já tinham os resultados postados. Dá pra salvar e imprimir, permitindo um maior controle da sua saúde, principalmente pra quem depende dos médicos nas walk-in clinics (onde o médico pode mudar a qualquer hora).

Outra dia importante é pra exames de imagens. Em qualquer hospital aqui, ao fazer seu raio-x, ressonância, é possível pedir cópia do relatório e das imagens. Normalmente não há custo ou só o custo do correio. Se preferir, dá pra pegar lá no hospital mesmo e leva cerca de 1 semana pra ficar pronto.

Sites da semana

Como Dia das Mães está chegando (viu, marido-esquecido-que-não-deu-sequer-parabéns-no-ano-passado?!), pensei em alguns blogs e sites que eu adoro acompanhar:

- Simples Como Viver

Mãe e Muito Mais

Entre Fraldas e Livros

- Nasce uma Nova Mamãe

Kids Vancouver

- My Life as a Mommy

- Lu Brasil

Boa leitura! :razz:

Sobrevivi? Não sei ainda…

Porque esse calor, vou falar, tá demais…. não lembro de outro verão tão quente quanto esse aqui em Vancouver, nem o Kam, que já tá aqui há quase 20 anos…

Valentina, coitada, deve fazer 1 semana que ela não sabe o que é roupa. Só de fralda o dia todo e pra dormir também. Agora, vamos combinar que ela é sortuda e não sabe. Pode sair de casa sem roupa que não vai causar escândalo :lol:!

Fui atrás de mais um ventilador pra sala e até que achei. CAD$90 por um de mesa. Fala sério, é pegadinha ou o quê?

______________________________________________________________________________________________

Já contei do meu novo hobby? Ando fazendo arte: presilhas e prendedores de chupeta. Claro que ainda falta MUITO pra ficar perfeito, principalmente no acabamento, mas tá ficando legalzinho…. e eu tô divertindo horrores! Olha só:

img_6215

As fivelinhas que a minha cobaia já tá usando, claro!

Kit prendedor de chupeta, fivela e prendedor de brinquedo

Kit prendedor de chupeta, fivela e prendedor de brinquedo

img_6231

Minhas favoritas

Se eu não aparecer mais aqui, é porque morri

Esqueceram de avisar lá em cima que aqui é Pólo Norte...

Esqueceram de avisar lá em cima que aqui é Pólo Norte...

Se tem uma razão pela qual eu adoro o verão aqui é porque é (era) muito mais ameno que em São Paulo. Minha pressão vai lá pra baixo no calor e eu passo MUITO mal. Ai ai ai….

Tá, eu sei que em alguns meses vou estar com saudades disso, quando tiver atolada na neve….

Aaaah, o verão….

E que verão diferente tem sido esse? Quente, gostoso, cheio de coisa pra fazer, podendo aproveitar cada momento com dona Valentina a tiracolo.

E isto é priceless. E pensar que em poucos meses ela vai deixar de me ver o tempo todo, não vou poder ver porque tá chorando, se tá dormindo direitinho, ver o sorriso lindo o tempo todo. Em dezembro eu volto pro trabalho e ela vai pra creche. Já achamos uma… é uma senhora iraniana. Então Valentina vai poder ouvir farsi e comer comida persa, já que só tem o Kam como referência pra ela, né?

De brasileiro, tem um mooooonte de gente boa… :)

img_6045

Mas voltando ao assunto. Estou amando. Vamos pro parque o tempo todo e cada vez é um parque diferente. Criamos um grupo tão gostoso de mamães brasileiras e o legal é que quase todo mundo mora aqui perto, em Port Moody ou Coquitlam. Claro que tem as teimosas em Burnaby, em downtown e até North Van.

img_6036

Hoje por exemplo, fomos pra White Pine Beach. Uma delícia, super quente, Valentina experimentou a água lá pela primeira vez, ficou sentadinha brincando com o Thiago. Conseguimos um lugar com sombra pros bebês, então foi beem tranquilo. Imaginem umas 12 mães e seus respectivos filhotes: tem muuuuita criança linda. Pena que não deu pra tirar foto de todo mundo. Aliás, pena não. Se não deu, é porque tava todo mundo brincando na areia, na água… muito melhor, né?

img_6030

Por que querem que o bebê cresça tão rápido?

Começou de maneira inocente: “Ela tá com cólica, só pode. Tem que dar chazinho”, com 1 semana de vida. Depois, “Ela já dorme a noite toda?”, com 1 mês.

A cada conquista da baixinha, uma pergunta a mais. Quando ela começou a firmar a cabeça, “já tá sentando sozinha”. Quando começou a dormir mais, “já sabe dormir sozinha?”. Quando fez 4 meses, “já começou a dar papinha?”.

E por aí: “Ela já rola?”, “ela já come? “, “já deu papinha, chazinho, suquinho?”.

Às vezes fica parecendo que o bebê não pode ser bebê. Tem que ser como um filhote de cavalo que, ao nascer, já sai correndo com as próprias pernas. Esquecem que o bebê – humano – é único. É totalmente dependente e seu desenvolvimento leva um tempo. Não dá pra esperar que um bebê durma a noite toda ou siga uma rotina quando é recém-nascido. Fisiologicamente é impossível para eles (se você tivesse um estômago menor que uma uva, também iria acordar a cada 2 horas pra comer, né?).

Todo mundo diz, “aproveita que ela cresce rápido”, “aproveita enquanto ela ainda é pequena”, mas ao mesmo tempo, parece que todos querem que ela cresça antes do tempo. Com 4 meses, tem que comer, beber outras coisas além de leite (seja materno ou fórmula), rolar, sentar sozinha, dormir a noite toda, aprender que “manha não funciona” (como se um bebê dessa idade soubesse o que é isso), ser independente e não ficar grudado no colo. Ah, não esqueça da r-o-t-i-n-a. Sim, bebê que se preze tem que ter rotina antes de sair da maternidade “senão a mãe fica escrava das manhas”.

Aos poucos, vamos aprendendo a criar filtro e eliminando as intromissões desnecessárias.

Apesar de tudo isso, o bebê cresce, claro. Valentina fez 4 meses, tá ficando cheia de dobrinhas, cada dia mais esperta. Mas claro, não basta rolar de um lado. TEM que rolar dos dois lados, “como assim ainda não rola?”.

Minha filha tem seu tempo. Ela segura a cabeça sozinha e super bem, tá sentando com pouquíssimo apoio, sorri pra todo mundo, tá virando (DE UM LADO), segura os brinquedos, sabe que vai comer ao ver o babador, ajuda a segurar a mamadeira ou o peito, está dormindo de 7 a 9 horas seguidas à noite, presta atenção na conversa, fica tagarelando -do jeito dela- o dia todo, adora banho e mais um monte de outras coisinhas lindas que aparecem a cada dia.

Mas isso tudo não é o suficiente. “Será que ela vai falar cedo?”, “ela vai engatinhar logo”, “os dentinhos estão nascendo, olha a baba”, “já tá na hora de dar suco pra essa menina”. Para quê tanta pressa, eu pergunto?

Quando for a hora ela vai engatinhar, andar, falar, ter dente, comer comida. E eu quero aproveitar cada minutinho dessa vidinha tão nova. Me maravilhar com o presente, ver cada conquista da baixinha. Acertar o alvo ao tentar pegar o brinquedo, sentar. Coisas tão banais para nós, adultos, e tão árduas para eles.

Valentina tá crescendo :cool:. Tenho já saudades de quando ela era recém-nascida. Cada choro, movimento, minuto, tentando descobrir quem ela era. Mas estou vendo a pequena se desenvolver, ganhar peso, ficar cada dia mais “conectada” à nós. Sei os seus choros, sei quando é fome ou sono. Ou apenas cansaço ou querendo fazer algo diferente (como sentar!). Como é bom acordar de manhã e ser recebida com um sorriso tão inocente!

Sim, ela vai fazer tudo o que me perguntam hoje. Quando? Não sei. Em 1 mês, em 6 meses, quem sou eu para forçar o crescimento dela?

Por que querem que o bebê cresça tão rápido? Aparentemente porque, segundo alguns, bebês não podem ser bebês. São mini-adultos que têm que “entrar na rotina da casa” desde cedo, não podem fazer manha, devem ser deixados chorando para aprender a dormir sozinhos e por aí vai.

Um bebê é só um bebê. Ou alguém já viu algum adolescente chorando desconsolado porque os pais resolveram ir ao cinema num sábado à tarde? Ou um universitário usando fraldas, mamando e usando chupeta? :wink:

Mãe, eu ainda vou ser maior que você, viu?

Mãe, eu ainda vou ser maior que você, viu?

Finalmente, a carteira de motorista

Pra quem me conhece, sabe que eu fiz a prova prática 5 vezes. Pois é, tudo isso. Obviamente, faltou um pouco de empenho/conhecimento/paciência da minha parte. Mas o teste é chato.

Acho que muuuito tempo atrás, fiz um post sobre como tirar a carteira de habilitação aqui em BC.

Vamos começar de novo?

A carteira brasileira, posso usar?
Sim, com algumas observações:
1) Residentes permanentes podem dirigir usando a CNH durante os 3 primeiros meses após a chegada.
2) Turistas, estudantes, trabalhadores (vistos temporários) podem usar a CNH por 6 meses.

Já estou aqui há mais de 3 meses, o que tenho que fazer?
A primeira coisa é se dirigir à um escritório do ICBC (Insurance Corporation of British Columbia), que é o departamento responsável pela emissão das carteiras.
De posse de 2 identificações (passaporte e PR card, por exemplo), você apresenta a CNH brasileira. Se tiver sorte, como eu, não haverá necessidade de tradução nem legalização da carteira. Você vai receber um livro (“Roadsense for drivers) sobre as regras de direção daqui. Recomendo ler pois tem muita coisa bem diferente do Brasil.
Se tudo tiver ok, você poderá fazer o teste teórico (knowledge test). Não precisa marcar horário e o valor é de CAD$15. Para passar é necessário ter 80% de acertos. Uma coisa muito boa é fazer o simulado online, no próprio site do ICBC.  Pode fazer quantas vezes quiser.
No dia da prova, caso você passe, eles retêm a sua CNH e só devolvem quando você for aprovado no teste prático. Você recebe uma carteira provisória, que te permite dirigir com outro motorista habilitado acompanhando.

Depois de passar, você já pode marcar o teste de direção. Mas aí que vem a parte chata da história.
Muitas regrinhas são diferentes para nós, como o shoulder check (virar o rosto antes de mudar de faixa ou virar à direita), virar à esquerda nos cruzamentos, entrar em rodovia. Além do limite de velocidade, que é bem mais baixo do que eu pelo menos estava acostumada em São Paulo (50km/hr para grande parte, 30km/hr para áreas escolares, 90km/hr na rodovia.

Nas duas primeiras vezes que fiz o road test, não estava preparada. Faltou treino, confiança e maior conhecimento das regras daqui. Acabei desencanando, minha carta provisória venceu e não pensei mais no assunto até engravidar.

Ano passado enrolei até onde pude e no final do ano passado resolvi levar a sério.

Passei no knowledge test e antes de marcar o road test, decidi que faria aulas. Peguei essa empresa, Valley Driving School, fiz o teste 2x com eles. Não gostei muito do instrutor, deu cano algumas vezes e não tinha muita didática pra ensinar. Como não conhecia ninguém mais fiquei. Após ser reprovada pela 2a. vez com eles fui atrás de outro professor.

Na Associação de Brasileiros tinha o cartão deste outro instrutor. Descobri que a Lucy, minha vizinha, fez aula com ele e passou. Ela gostou bastante dele e resolvi tentar.

Gostei muito dele. Simpático, paciente e explicou direitinho o que eu tinha que fazer, onde estava errando e porquê. Fiz 2 horas de aula no sábado e mais 3 horas antes da prova. Deu certo! :grin::mrgreen:A prova em si foi bem tranquila (talvez por eu estar mais tranquila também) e não tive maiores dificuldades. Agora outra amiga minha, a Marcella tá fazendo aula com ele e vai passar, sim, com certeza. Para fazer a prova, o valor é de CAD$50 e em caso de reprovação, tem que esperar 15 dias pra poder fazer de novo. Caso você passe, o valor da carta é de CAD$31. A carta será válida por 2 anos, por ser a primeira e depois basta renovar e então, ela será válida por 5 anos.

Depois que passei, voltei no escritório do ICBC onde estava a minha CNH e já peguei de volta. Agora posso também dirigir no Brasil, sem problemas.:grin::razz:

Pra quem está tirando a carteira canadense em Vancouver e região, segue o contato dele:
Maurício García (mexicano) – 604-451-7441 ou 604-3347

Um update rápido…

Quando que mencionei que a baixinha tava com mais de 5kgs, eu não imaginava que eram quase 6kgs! :shock:

Levei-a pra pesar hoje: 5,660grs ou 12lbs 7oz. Bem que eu achei que ela tava mais pesadinha……:razz:

Quase 4 meses – como passa rápido!

Valentina está crescendo a olhos vistos. Já pesa mais de 5kgs, deu uma super espichada e continua uma fofa.

A nossa rotina tem ficado cada vez mais previsível pois ela é um relóginho. Acorda, mama, brinca um pouco e no, máximo  em 2 horas, dorme de novo. Isso de dia. À noite, ela tem dormido bem e acorda só 1 vez pra mamar, entre 3 e 6 da manhã. Às 9 da noite, já tá pedindo berço…

Semana passada ela virou e desvirou :grin:. Bem rápido. Pena que não deu tempo nem de filmar, rs. Fiquei um tempão com a filmadora mas não rolou :roll:.  Está cada dia mais esperta, brinca com o móbile, reconhece o paninho quando vai mamar (e fica num frenesi que só!), quer ver tudo à volta e adora uma TV:!:, rs rs.

Noite passada tivemos um recorde! Ela não acordou!!!!:shock::lol::smile: Foi das 9 da noite às 7h30 da manhã direto. Só reclamou umas 2x, pedindo a chupeta, mas não chegou a acordar. Fiquei suuuper feliz, claro. Pra compensar, quem disse que ela queria dormir agora à tarde?

Fomos no Starbucks ver as outras mamães do curso de pré-natal e ela dormiu uma meia-hora só. Mas não ficou enjoada, isso é bom. Na volta, ela pegou no sono quando estávamos chegando em casa. Fiquei com dó de tirá-la do carrinho e lá tá ela, há 1h30….

****

Em 20 dias, estamos vendo a vovó e a família toda. Vamos conhecer o Lourenço, o priminho mais novo, de 1 mês, ver os primos, os tios, madrinha, tia-avó, tios-primos (isso existe?) e claro, conhecer o sol, rs. Espero que ela já não seja tão canadense e curta um pouco de vitamina D natural.

Pensando... como ou troco a fralda?

Pensando... como ou troco a fralda?

Adoro brincar com o meu pai!!

Adoro brincar com o meu pai!!

Fazendo pose com os lacinhos novos...

Fazendo pose com os lacinhos novos...

Auto-retrato

Auto-retrato

Risonha...

Risonha...

Updates da baixinha

Que já não é tão baixinha assim mais.

Fomos na Vancouver Breastfeeding Clinic, onde ela foi pesada: 5,010gr. Pra quem demoroooou pra chegar nos 3kgs, agora tá ótimo! E já tá com 60cm (ela nasceu com 48cm). Só mais um metro e ela me alcança…. rs rs :D :D :D

Ela já tá com 3 meses e meio, voou, né? Cada dia mais esperta, segurando super bem a cabeça. Hoje à noite experimentei colocá-la virada de frente no sling aqui em casa. E não é que ela ficou? Pelo jeito, no canguru, ela vai querer ficar vendo o mundo! Tá super cabeluda, tanto que vou ter que cortar o cabelo dela logo logo. Já tá chegando no olho e passou da nuca, rs. Tem acordado 2x à noite, mas noite passada foi da meia-noite às 5h30 dormindo. Yeah!

Colo de mãe é sempre bom, né? Ainda mais num sling!

Colo de mãe é sempre bom, né? Ainda mais num sling!

Já disse que adoro meu urso?

Já disse que adoro meu urso?

A chupeta ainda é maior que eu!

A chupeta ainda é maior que eu!

Passeando, pra variar!

Passeando, pra variar!

Mais uma da série “Pérolas que a gente nunca imaginou ouvir”

Pérola 1:
Moça ligou aqui outro dia destes. Queria saber se o visto dela já estava pronto. Canadense.
Olhei no sistema e não achei o nome dela. Pensei “ou não entendi o nome ou minha lista não tá atualizada”. E pedi para que ela ligasse mais tarde para checar com outra pessoa.

Quando a moça ligou, olha lista A, olha lista B, olha sistema, olha livro de recibos, passaportes prontos. Nada
E ela insistia: “mas eu deixei ai na 4a. feira passada. Vocês me ligaram pedindo mais documentos, já entreguei. Eu preciso do meu passaporte”.

Quando já estávamos entrando em pânico, alguém teve a brilhante idéia (desenhinho da lâmpada brilhando aqui) de perguntar aonde exatamente a pessoa levou.

“Eu deixei no Consulado. Ai não é o Consulado?”
“Qual Consulado?”
“Oras, o Italiano, qual mais?”
“…….” (respira fundo, conta até 10, controla pra não rir)
“WELLLLL, aqui é o Consulado Brasileiro
“Oh, aaah, ééééé, huuummm”

Morrendo de vergonha, claro, (até imaginei a cara dela na hora), pediu desculpas e desligou rapidinho. Realmente, se ela mandou o passaporte dela pro Consulado Italiano, é um tanto quanto complicado de acharmos aqui….

Pérola 2:
Moça (são sempre elas) ligou perguntando (em inglês) como fazer pra cancelar uma pensão portuguesa.
“Portuguesa?” – cara de espanto minha
“Sim”
“Hum, aqui é o Consulado Brasileiro. A senhora tem que ligar no Português”.
Repete o de sempre: “Oh, aaah, ééééé, huuummm, I’m sorry” e desligou. Na minha cara.

Digo o que?

Qual a sua nacionalidade?

Outro dia, “passeando” pelo site do CIC, deparei com uma lista de “países” emissores de passaportes. São países fictícios ou, pior ainda, instituições verdadeiras mas que não têm poder de emissão de passaporte nenhum ou então, países que não existem mais.
A lista é grande e, como o próprio CIC diz, não é completa já que novos nomes aparecem sempre:

  • Anishinabek (Native American)
  • Antigua (State of)
  • Association d’entraide humanitaire internationale
  • British Guiana
  • British Honduras
  • British West Indies
  • Burma
  • Carolingian Bernacian States and Dynasty
  • Centre d’information corps diplomatique et consulaire
  • Ceylon
  • Citizenship and Immigration Canada
  • Immigrant Entry Permit
  • Colonia (Kingdom of)
  • Conch Republic
  • Confederate States of America
  • Confédération mondiale des correspondants diplomatiques
  • Corps diplomatique of the United States of America
  • Corterra (Republic of)
  • Czechoslovakia
  • Department of Foreign Affairs Silver Card
  • Eastern Samoa
  • Ecumenical World Patriachate
  • Empire Washitaw de Dugdahmoundya Haudenosaunee
  • Hutt River Principality or Hutt River Province
  • International Biographical Association
  • International Humanitarian Society
  • International Parliament for Safety and Peace
  • International Society for Krishna Consciousness
  • International Solidarity Center
  • Iroquois Nation
  • Khalistan
  • Knights of Malta
  • Koneuwe (Republic of)
  • Lomar (Republic of)
  • Maori Kingdom of Tetiti
  • Melchizedek (Dominion of)
  • Nation of Israel
  • Netherlands East Indies
  • Newfoundland and Labrador
  • New Hebrides
  • North American Indian Nation
  • Government
  • NSK – Neue Slowenische Kunst (New Slovenian Art)
  • Oceanus
  • Organization of African Unity
  • Paisos Catalans
  • Palmerya (Principality of)
  • Parliamentary Patriarchate of Antioch Planetary
  • Polyaesiea
  • Québec
  • Rhodesia (Republic of)
  • Roma
  • Romano
  • Romano Jumako Khetanipe
  • San Cristobal (Republic of)
  • Sealand (Principality of)
  • Service d’information
  • State of Sabotage (S.o.S.)
  • Symbolic European
  • Texas
  • Trust Territory of the Pacific Islands
  • UNO (United Nations Office, Inc.)
  • Union of Soviet Socialist Republics (USSR)
  • Vera Cruz (Free and Independent State of)
  • Vikingland (Principality of)
  • Wisconsin
  • World Parliament Confederation of Chivalry
  • World Service Authority
  • Yugoslavia
  • Zanzibar

Hum, acho que na próxima vez que eu for viajar, vou inventar uma nova nacionalidade. Qual deveria ser?
:-)

Plugin from the creators of Brindes :: More at Plulz Wordpress Plugins